- Eloi Planas foi confirmado como presidente do Instituto de Empresa Familiar para os próximos dois anos, em assembleia anual realizada em Barcelona.
- Planas defende que empresas familiares combinam ambição e prudência, arraigo e visão global, devendo “ser parte da solução” para desafios na Espanha e na Europa, especialmente a moradia.
- O presidente destacou que as empresas familiares representam oitenta por cento do tecido empresarial espanhol, geram a maior parte do emprego privado e envolvem tanto quem inicia quanto quem continua o negócio.
- Em mesa sobre moradia, especialistas apontaram desequilíbrio entre oferta e demanda, necessidade de segurança jurídica, visão de longo prazo e colaboração público-privada.
- Planas pediu às autoridades confiança, estabilidade e visão de longo prazo para fortalecer o ambiente de negócios, destacando que competir globalmente depende da fortaleza do entorno; o evento contou com representantes de Acciona, Colliers, EsadeEcPol e Deloitte.
O novo presidente do Instituto de Empresa Familiar (IEF), Eloi Planas, assumiu o cargo na última assembleia anual, realizada em Barcelona, na Fundació Miró. A posse ocorreu após ser indicado pela diretoria em março, substituindo Ignacio Rivera, presidente da Estrella Galicia. Planas conduzirá o IEF pelos próximos dois anos.
Planas descreveu a empresa familiar como união de ambição, prudência, arraigo e visão global. O dirigente destacou que esse modelo pode contribuir para enfrentar grandes desafios na Espanha e na Europa, com foco especial na habitação, tema central da reunião anterior.
O presidente da Fluidra enfatizou que as empresas familiares representam cerca de 80% do tecido produtivo espanhol e respondem pela maior parte do emprego privado, atuando em todos os setores. Ele lembrou que o legado envolve responsabilidade com o entorno e continuidade de projetos de geração para geração.
Planas defendeu que o papel da empresa familiar é pensar em longo prazo, não em resultados trimestrais, oferecendo estabilidade e propósito à economia. Afirmou que as empresas são ferramenta essencial de transformação econômica e social.
Na parte dedicada à habitação, participaram Mónica Rodríguez (Acciona), Mikel Echaverrén (Colliers Espanha e Portugal), Jorge Galindo (EsadeEcPol) e Alberto Valls (Deloitte Real Estate). O grupo discutiu oferta versus demanda, segurança jurídica e cooperação público-privada.
Rodríguez apontou a queda na construção anual de imóveis, destacando a necessidade de retomada de volumes para sustentar o mercado. Echaverrén criticou políticas de imigração e ambientes de investimento, enquanto Valls apontou a envelhecimento populacional como desafio e a importância da imigração. Galindo pediu mudança na lógica de proteção da habitação para quem espera ser atendido.
Para Planas, mudanças políticas devem provocar confiança e previsibilidade, com visão de longo prazo. Ele afirmou que decisões públicas não devem depender de ideologias e reforçou que o ambiente institucional fortalece a competitividade. O governo regional também participou, reforçando o papel das empresas familiares.
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