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Gestor de IA da Fiesp diz que inovação requer bolha

Gestores afirmam que a IA vive bolha de valorização durante o São Paulo Innovation Week, com ajuste de preços esperado e impacto no mercado depende da monetização

'Para ter inovação, é preciso ter bolha', aponta gestor de IA da Fiesp
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  • Painel “E aí? Estamos numa bolha de IA?” ocorreu durante o São Paulo Innovation Week, com participação de Rodrigo Barros, Gustavo Souza, Anderson Thees e Daniel Ibri.
  • Rodrigo Barros afirmou que, para haver inovação, é preciso haver bolha, e chamou a IA de parte da maior revolução tecnológica desde a energia elétrica.
  • Anderson Thees explicou que “bolha” depende de como se define o conceito, dizendo que envolve investimento de quem não deveria acompanhar a nova onda tecnológica.
  • Daniel Ibri disse que excesso de capital tende a gerar excesso de preço e destacou que não haverá repetição da crise da bolha das dot-com, mas um ajuste de preços.
  • O grupo entende a valorização da IA como movimento natural; sugerem que investidores e empresas se acostumem com a incerteza e que o impacto no mercado financeiro e no trabalho pode ser positivo se houver monetização do valor gerado pela IA.

Rodrigo Barros, gestor de investimentos e membro do conselho de IA da Fiesp, afirmou durante o painel E aí? Estamos numa bolha de IA? no São Paulo Innovation Week que estamos à frente da maior revolução tecnológica desde a energia elétrica. A fala abriu o debate sobre o ritmo de crescimento da Inteligência Artificial e seus impactos.

O debate foi mediado por Gustavo Souza, da SaaSholic, e recebeu Anderson Thees, da Redpoint Ventures, e Daniel Ibri, da Mindset Ventures. Os participantes exploraram se a explosão de investimentos em IA reflete apenas especulação ou potencial de transformação real na indústria.

Anderson argumentou que o conceito de bolha depende da definição tradicional do mercado financeiro, associando-a a crises de empresas que deveriam ficar longe daquele tipo de investimento. Ases explicaram que o valor de empresas de IA depende da expectativa de impacto e de receitas futuras, o que eleva o preço de mercado.

Daniel ponderou que há excesso de capital gerando preço elevado, mas não prevê um estouro semelhante ao da bolha da internet. Ele aponta para um ajuste de preços alinhado ao valor real das soluções de IA, sem descartar impactos positivos no longo prazo.

Rodrigo sustentou que a inovação tende a gerar bolhas naturais quando surge uma tecnologia de grande transformação. Segundo ele, investidores devem apostar na tecnologia, ainda que haja volatilidade e incerteza no curto prazo.

Perspectivas e impactos no mercado

Segundo os participantes, a valorização da IA é vista como natural diante de uma revolução tecnológica em curso. Eles ressaltaram a necessidade de adaptação do ecossistema a incertezas e mudanças rápidas no setor.

Gustavo reforçou que os impactos da IA no mercado financeiro e no trabalho devem, em última análise, apresentar resultados positivos, dependendo da monetização do valor gerado pela IA para as pessoas. O painel ocorreu nesta quarta-feira, em São Paulo, durante o SPIW 2026.

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