- Governo adia a mudança no modelo de aversão ao risco da tarifa de energia, mantendo por ora o CVaR 15/40.
- Comitê CMSE pediu novos estudos técnicos e avaliações dos impactos dos Leilões de Reserva de Capacidade de 2026, com o ONS e a CCEE.
- CVaR mede risco de escassez em cenários hidrológicos; maior aversão ao risco aumenta o despacho de térmicas e a preservação de reservatórios.
- Abraceel defende a migração para CVaR 15/30, apontando economia de R$ 5,4 bilhões na geração termelétrica e redução tarifária de até 0,98%.
- Mantêm a posição atual Abrage, Abraget e Apine, argumentando que o CVaR 15/40 é necessário para preservar armazenamento e evitar queda de abastecimento.
O governo federal adiou a decisão sobre mudanças na aversão ao risco que embasa a tarifa de energia. Em reunião do CMSE na quarta-feira, 13 de maio de 2026, pediu novos estudos técnicos e manteve o modelo atual: CVaR 15/40. A decisão ficou para depois das avaliações solicitadas.
O CMSE, ligado ao Ministério de Minas e Energia, pediu ao ONS e à CCEE avaliações sobre impactos dos Leilões de Reserva de Capacidade de 2026 realizados em março. O comitê informou que encaminhará as análises para deliberação assim que os dados ficarem prontos.
O CVaR mede o risco de escassez em cenários hidrológicos adversos e define o conservadorismo da operação. O CVaR 15/40 dá peso maior aos 15% piores cenários, estimulando despacho de térmicas e preservação de reservatórios.
Propostas e posições no debate
Defensores de flexibilizar apontam que o CVaR atual eleva preços ao estimular térmicas numa toada de reservatórios mais saudáveis. A Abraceel defende migrar para CVaR 15/30, estimando economia de 5,4 bilhões de reais no custo de geração e possível redução tarifária de 0,98%.
Entre os que resistem à mudança, o argumento é a preservação de níveis de armazenamento e menor risco de desabastecimento em cenários de seca. Apoiam a manutenção do CVaR 15/40 entidades como Abrage, Abraget e Apine.
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