- O governo Lula revogou a taxa de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, encerrando a medida provisória após forte rejeição popular.
- A taxação havia arrecadado R$ 9 bilhões desde a sua implementação, gerando desgaste político no cenário de busca pela reeleição.
- A decisão ocorreu por medo de perder eleitores, com pesquisas indicando que 62% dos brasileiros reprovavam a medida.
- Cerca de 14 milhões de pessoas das classes C, D e E deixaram de comprar produtos online do exterior entre 2024 e 2025, queda de 35% no consumo nesse grupo.
- Indústria e varejo nacionais reagiram com preocupação, alegando perda de competitividade sem o imposto; o empresário Luciano Hang chamou a decisão de tsunami para o setor.
Neste 13 de maio de 2026, o governo Lula revogou a taxação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida provisória encerrou a cobrança após arrecadar cerca de R$ 9 bilhões. A decisão ocorreu em meio a sinais de rejeição popular e desgaste político, em busca de apoiar a estratégia de reeleição.
A taxa das blusinhas era um imposto de importação de 20% aplicado a compras de baixo valor, até US$ 50, em plataformas como Shein, Shopee e Amazon. Antes, essas aquisições eram isentas de impostos federais para pessoas físicas, o que gerava reclamações de lojistas brasileiros sobre concorrência.
A principal motivação para a mudança foi o temor de perder eleitores. Pesquisas indicaram reprovação de 62% à medida, tornando-a um símbolo de desgaste da gestão. O Planalto passou a classificar a taxa como desnecessária e prejudicial à imagem do governo.
Quem sentiu o peso da cobrança foi a população de menores renda. Em levantamento recente, cerca de 14 milhões de pessoas das classes C, D e E deixaram de comprar produtos on-line do exterior entre 2024 e 2025, registrando queda de 35% no consumo do grupo.
Reação da indústria e do varejo
Empresários brasileiros expressaram preocupação com a competitividade. Sem o imposto para produtos estrangeiros, apontam que fábricas e lojas nacionais ficam prejudicadas por altos custos de produção e de impostos internos. O empresário Luciano Hang chamou a decisão de tsunami que pode levar a falências e demissões.
Esquema de apoio no PT
Houve contradição entre membros do PT. Embora alguns líderes tenham tentado se distanciar da medida, todos os parlamentares do partido votaram a favor da aprovação no Congresso em 2024. A resistência da população nas redes sociais estimulou mudanças na narrativa do partido.
Conteúdo apurado pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar o tema, leia a reportagem completa.
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