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Guerra do Irã afeta construção civil e paralisa projetos no exterior

Guerra no Irã interrompe fornecimento de derivados de petróleo pelo estreito de Hormuz, atrasando projetos de construção e elevando custos globais

Operários trabalham na construção de prédio em Sydney, na Austrália
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  • Guerra no estreito de Hormuz provoca atrasos e eleva preços de materiais derivados de petróleo, afetando projetos de construção ao redor do mundo.
  • No Japão, a Maeda Housing adiou cerca de um quarto de seus projetos em abril por dificuldade de confirmar datas de entrega de itens como tubulação de PVC, isolamento e banheiros pré-fabricados.
  • Na Índia, constutoras relatam aumento de cerca de cinco por cento nos custos de construção desde o início da crise.
  • Na Austrália, a crise pode inviabilizar a meta de 1,2 milhão de casas até 2029, com custos de construção podendo subir até quatro dezenas de milhares de dólares por unidade.
  • O setor enfrenta alta de preços de itens como PVC, tubos de polietileno, isolantes e tintas, além de custos maiores de energia, afetando aço, cimento, concreto e demais materiais de construção.

O bloqueio do estreito de Hormuz, que concentra passagem de 20% da produção mundial de petróleo, afeta diretamente a cadeia de suprimentos da construção global. Com o canal estratégico fechado, o fornecimento de materiais derivados do petróleo ficou limitado, elevando custos de itens como tintas, isolamento térmico e tubos.

Construtoras reportam atrasos em vários projetos e cortes de cronograma. A paralisação acontece mesmo diante da importância do setor, que responde por cerca de 13% do PIB global. Empresas de diversos países atraem atenção para o impacto financeiro e operacional dessas interrupções.

O que aconteceu

O estreito de Hormuz permanece preso, interrompendo o fluxo de petróleo e gás. As consequências incluem atraso de entregas de materiais, reajustes de preço e necessidade de replanejamento de obras.

Quem está envolvido

Empresas de construção de vários continentes discutem atrasos. A Maeda Housing, do Japão, aponta adiamentos de cerca de 25% de seus projetos no último mês. Incorporadoras indianas e australianas também revelam efeitos significativos.

Quando

Os atrasos se intensificaram a partir de abril, com empresas registrando dificuldades recentes na confirmação de datas de entrega e no repasse de custos.

Onde

Os efeitos aparecem na Índia, Austrália e Reino Unido, além de relatos de impacto no Japão. A escalada dos preços atinge materiais como PVC, asfalto, isolamento, iluminação e componentes para HVAC.

Por quê

A exportação de matérias-primas associadas ao petróleo ficou mais cara e menos previsível, pressionando custos de aço, cimento, cerâmicas e tijolos. Os fornecedores relatam necessidade de repassar despesas aos clientes para manter o caixa.

Perspectivas e impactos financeiros

Algumas empresas estimam aumento de custos entre 5% e 30% nos próximos meses. Em mercados como o australiano, o atraso pode elevar o custo de uma casa nova em até 50 mil dólares australianos. A cadeia de suprimentos mantém pressão sobre margens.

Observações regionais

Na Inglaterra, o índice de construção mostrou queda acentuada, com custo de insumos no auge em décadas, segundo dados de mercado. No Japão, aumentos extraordinários de preço em PVC já causam dificuldades para repassar custos aos clientes.

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