- Itaú Unibanco no 1T26: lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões, +10,4% frente ao mesmo período de 2025, ligeiramente abaixo do consenso de R$ 12,5 bilhões.
- Bradesco no 1T26: lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões, +16,1% ano a ano, acima das estimativas; ROAE de 15,8% no trimestre.
- Bradesco teve margem financeira de R$ 20,05 bilhões no 1T26, +16,4% em doze meses; área de seguros contribuiu com R$ 6,384 bilhões.
- A diferença de rentabilidade segue ampla: Itaú encerrou o trimestre com ROAE de 26,4% no Brasil, mais de dez pontos percentuais acima do Bradesco.
- Banco do Brasil conclui a temporada com resultados divulgados em maio, com expectativa de trimestre mais difícil e foco no crédito rural/agro e na inadimplência.
O Itaú Unibanco e o Bradesco abriram a temporada de balanços 1T26 com resultados robustos, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais adverso. O Itaú registrou lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões, alta de 10,4% vs. 1T25, mas ficou ligeiramente abaixo das estimativas de mercado, que apontavam R$ 12,5 bilhões. O Bradesco reportou R$ 6,811 bilhões, alta de 16,1% anual e acima do consenso de R$ 6,701 bilhões.
Bradesco sustenta turnaround pelo nono trimestre consecutivo
A recuperação do Bradesco segue há nove trimestres, com melhora do ROAE para 15,8% no 1T26, frente 14,4% em 1T25. A margem financeira somou R$ 20,05 bilhões, alta de 16,4% em 12 meses. O segmento de seguros avançou 20,4%, contribuindo com R$ 6,384 bilhões para o resultado.
A área de seguros impulsionou o desempenho geral, destacando a diversificação entre crédito, seguros ecaptação. O banco aponta 2026 como ano decisivo para consolidar a transformação iniciada após ciclos ruins de inadimplência e rentabilidade.
Rentabilidade ainda distante do Itaú
Mesmo com avanços, a rentabilidade do Bradesco permanece aquém da do Itaú. O Itaú fechou o trimestre com ROAE de 26,4% no Brasil, mais de 10 p.p. acima do Bradesco. O Santander Brasil já teve retorno de 16% no período, reforçando o desafio de reconquistar o nível histórico de lucratividade.
Banco do Brasil completa a temporada em maio
O Banco do Brasil fecha a temporada de resultados dos grandes bancos com divulgação prevista para maio. A expectativa do mercado é de um trimestre mais desafiador para a instituição, com pressão sobre o lucro e sem sinais de inflexão no curto prazo. O BB foca, novamente, em crédito rural e agro, setores impactados pela inadimplência.
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