- A Log-In apresentou 1T26 com receita líquida de R$ 680,1 milhões, praticamente estável frente ao 1T25 (queda de 0,5%).
- O EBITDA ajustado foi de R$ 106,6 milhões, recuando 30,4% na comparação anual, com margem de 15,7% (-6,7 p.p.).
- O prejuízo líquido ficou em R$ 37,9 milhões, ante lucro de R$ 26,5 milhões no mesmo período de 2025.
- O Terminal Portuário de Vila Velha teve recorde de receita no trimestre, de R$ 106,6 milhões, e EBITDA de R$ 47,6 milhões.
- A Navegação Costeira sofreu queda de 5,9% na receita, devido à menor demanda e à desvalorização do dólar, enquanto os custos consolidados subiram 11,4%.
A Log-In Logística Integrada (LOGN3) divulgou resultados do 1T26 com receita estável, porém deterioração de rentabilidade e prejuízo. A receita operacional líquida ficou em R$ 680,1 milhões, 0,5% abaixo do 1T25. O EBITDA ajustado caiu 30,4%, para R$ 106,6 milhões, com margem de 15,7% (redução de 6,7 p.p.).
O prejuízo líquido ficou em R$ 37,9 milhões, após lucro de R$ 26,5 milhões no mesmo período do ano anterior. Os números refletem o desempenho consolidado, fortemente pressionado pelos custos e pela performance da Navegação Costeira.
TVV cresce e bate recorde no trimestre
O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) mostrou desempenho positivo: receita operacional líquida de R$ 106,6 milhões, a maior para um primeiro trimestre já registrado pelo terminal. O EBITDA do TVV atingiu R$ 47,6 milhões, também recorde para o período. A empresa atribui o avanço ao maior volume de carga geral e à retomada da capacidade operacional, com ganhos em armazenagem e serviços acessórios, além do alfandegamento da retroárea Penedo do TVV.
Navegação costeira reduz resultados e energia de demanda
Na prática, a Navegação Costeira registrou queda de 5,9% na receita, pressionada pela menor demanda e pela desvalorização do dólar, que impacta parte relevante das receitas. Ainda assim, o trimestre mostrou o maior volume de cabotagem para um 1T e maior aderência ao schedule, com índice de 98%.
Custos sobem e pressionam o lucro
Consolidadamente, custos aumentaram 11,4%, totalizando R$ 562,1 milhões. A logística explica que o crescimento foi puxado pela Navegação Costeira, que teve alta de 14,4% nos custos, devido ao maior volume movimentado em cabotagem e Mercosul. Despesas operacionais chegaram a R$ 47,3 milhões, alta de 34%, afetadas pela menor reversão de contingências relativas à aquisição da Tecmar.
Resultado financeiro melhora, mas não evita prejuízo
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 22,4 milhões, ainda que tenha mostrado melhoria ante o 1T25. A receita financeira dobrou, com alta de 121,8%, e a variação cambial contribuiu positivamente. Mesmo assim, o incremento de custos e a queda do lucro bruto derrubaram o lucro operacional, que caiu 88,3%, para R$ 10,7 milhões.
ESG e sinergias fortalecem o portfólio
No Transporte Rodoviário de Cargas, a companhia destacou aumento do volume de rodo-cabotagem, sinalizando maior integração entre Tecmar e Navegação Costeira. A Log-In também avançou em ESG, com selo Empresa Amiga da Criança, inventário de gases de efeito estufa de 2025, programa de gerenciamento de resíduos sólidos e recertificações ISO 9001 e 14001 no TVV e na Tecmar Norte.
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