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Lucro do BB cai 53,5% no 1º tri com impacto do agro e revisa orientações

BB registra lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões no 1º tri, queda de 53,5% ante igual período e revisão de guidance diante da inadimplência no agronegócio

Banco do Brasil teve lucro líquido de R$ 3,4 bi no primeiro trimestre, queda de 53,5% na comparação anual e baixa de 40,2% frente ao último trimestre (Foto: Lucas Landau/Bloomberg)
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  • Banco do Brasil teve lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões no 1º tri, queda de 53,5% ante o mesmo período de 2025 e de 40,2% frente ao trimestre anterior, com o agronegócio ainda impactando o resultado.
  • O resultado ficou em linha com estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg, que apontavam saldo de R$ 3,46 bilhões.
  • A CEO Tarciana Medeiros sinalizou um cenário mais desafiador para crédito, especialmente na carteira de agronegócios, e informou medidas para enfrentar a inadimplência, como maior uso de garantias e reforço na cobrança.
  • O BB revisou suas projeções (guidance) diante do ciclo de maior inadimplência no agronegócio, com aumento de judicializações já em 2026.
  • Principais números do trimestre: ROAE caiu a 7,3% (de 16,7% no 1º tri de 2025), margem financeira de R$ 27,42 bilhões, alta de 14,8% na comparação anual; carteira de crédito expandida em R$ 1,306 trilhão; inadimplência acima de 90 dias em 5,05% (contra 3,63% há um ano).

O Banco do Brasil registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões no primeiro trimestre de 2026, ante R$ 7,40 bilhões no mesmo período do ano anterior. O desempenho foi fortemente afetado pela turbulência no agronegócio, reduzindo o retorno sobre o patrimônio líquido médio para 7,3% e o resultado ficou abaixo do registrado no fim de 2025. A divulgação ocorreu na manhã desta terça-feira.

Apesar da queda, o resultado veio em linha com as estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg, que previam cerca de R$ 3,46 bilhões. A empresa aponta um ambiente mais desafiador para o crédito, com pressão maior na carteira de agronegócios, o que levou a medidas para enfrentar o ciclo de inadimplência.

A CEO Tarciana Medeiros enfatizou a intensificação de garantias por alienação fiduciária e a revisão das esteiras de cobranças como estratégias para recuperar ativos. Na comparação com o 1T24, a recuperação judicial acelerou neste início de 2026, reflexo do foco na recuperação de ativos.

Desempenho e composição da carteira

O BB permanece líder no crédito ao agronegócio, com aproximadamente um terço da carteira total destinada ao setor. Os efeitos do endividamento e do crescimento de recuperações judiciais impactaram os resultados desde o 3T de 2024, levando o grupo a revisões de projeções nos últimos anos.

A margem financeira ficou em R$ 27,42 bilhões, alta de 14,8% em relação ao 1T23, porém com queda de 1,3% frente ao 4º trimestre de 2025. O crédito expandido atingiu R$ 1,306 trilhão, crescimento de 2,2% em 12 meses e 0,7% versus o 3T23.

O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu de 3,63% em março de 2025 para 5,05% ao fim de março de 2026, com leve queda de 0,12 p.p. na comparação trimestral.

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