- Eloi Planas, novo presidente do Instituto de Empresa Familiar, pediu às autoridades que gerem confiança, estabilidade e visão de longo prazo para o setor.
- Destacou que o mercado sozinho não resolve a crise da habitação e defendeu políticas públicas para ampliar a oferta e estabilizar a regulação.
- O volume de transações imobiliárias na Espanha atingiu recorde no início de 2026, com 5,482 bilhões de euros no primeiro trimestre, alta de 105% frente ao mesmo período do ano anterior.
- Em Madrid, nove zonas apresentam preços médios acima de um milhão de euros para imóveis de luxo, com média de 6.445 euros por metro cúbico construído.
- Movimentações internacionais de alto valor: uma mansão da família real do Qatar é anunciada à venda em Los Angeles por 400 milhões de dólares, e um apartamento de luxo em Mônaco foi adquirido por 471 milhões de euros.
O setor da habitação vive uma crise aguda na Espanha, com pedidos de atuação pública para melhorar oferta, regulação e estabilidade. O novo presidente do Instituto de Empresa Familiar, Eloi Planas, pediu confiança, estabilidade e visão de longo prazo às autoridades. Ele ressalta a necessidade de escolhas claras e previsíveis para empresas familiares.
Parlamentos, governos e reguladores são cobrados a agir de forma coordenada. Em meio à cobrança por políticas ativas de oferta, cresce o argumento de que o mercado sozinho não basta para corrigir déficits de moradias. A segmentação de benefícios por origem também é questionada por motivos éticos e legais.
Prioridade nacional: a economia da exclusão
Definir acesso a prestações com base no local de origem é visto como inadequado economicamente e juridicamente duvidoso. A discussão aponta para foco em medidas universais que ampliem oportunidades sem criar segregação.
Desbloqueio de terrenos para construção
Especialistas afirmam que não há motivo para postergar a mobilização de terrenos para habitação. A liberação de solo é apontada como etapa essencial para aumentar a oferta rapidamente e reduzir custos.
Gestão de imóveis via Vivara
O Grupo Catalana Occidente planeja gerir 10.000 moradias de aluguel por meio da Vivara, como parte das ações do holding através da GCO Ventures. A iniciativa busca ampliar a oferta de imóveis acessíveis.
Ponto crítico: oferta x demanda
Faltam pisos disponíveis para atender a demanda, segundo analistas. O tema envolve não apenas custos de construção, mas também regulações, incentivos e mecanismos de financiamento.
Pactos de Estado necessários
Especialistas defendem que o mercado não se autorregula sozinhos. Um pacto de Estado seria essencial para estabilizar políticas públicas de habitação, financiamento e regulação de mercado.
Ações reais e imediatas
A crise exige medidas concretas, com foco em geração de oferta, regulação estável e ações de curto prazo para segurar o acesso à moradia. O objetivo é evitar trajetórias de longo atraso de políticas.
Contexto de mercado e investimentos
A turbulência energética influencia políticas europeias e de Bruxelas, exigindo medidas temporais ou específicas para amenizar impactos. Paralelamente, o mercado imobiliário espanhol registra recordes no início de 2026, com forte aumento nas transações.
Panorama internacional ligado ao setor
Dados internacionais mostram movimentação de fortunas já em 2026: a aquisição de imóveis de alto valor envolve figuras como o empresário ucraniano Rinat Akhmetov, com compra de um apartamento de 471 milhões de euros em Mônaco, e a venda de uma mansão de 400 milhões de dólares pela família real do Qatar em Los Angeles. Em Londres, a casa mais cara da história foi adquirida por 270 milhões de libras por um investidor britânico.
Madrid e arredores
Mercados de luxo na região de Madrid sinalizam áreas com custos acima de 1 milhão de euros para imóveis de alto padrão. Dados de mercado indicam valores elevados por metro quadrado em zonas nobres e a ampliação de propostas de alto valor.
Perspectivas de oferta histórica
O setor imobiliário encara novidades de alto nível, com destaque para a expansão de coleções de mobiliário do século XX em feiras de antiguidade, refletindo a dinâmica de demanda por ativos de alto valor além da habitação direta.
O conjunto de eventos aponta para uma agenda integrada: ampliar oferta, simplificar normas, mobilizar terrenos ociosos e incentivar investimentos que tornem a habitação mais acessível, sem perder de vista a estabilidade do mercado e a proteção ao consumidor.
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