- Em 2025, Mercadona registrou margem bruta de 25% e lucro líquido de 1.729 milhões de euros, com margem de exploração de 5,4%.
- O desempenho mostra que, mesmo com menor lucro por item, a empresa chega a margens superiores aos rivais na exploração e no resultado líquido.
- Entre os rivais, Consum fechou margem bruta em 30,1%, Dia em 26,2% e Eroski em 27%; Mercadona destacou-se pela rentabilidade global.
- Os custos de pessoal da Mercadona ficaram em 13,1% das receitas, e “outros gastos de exploração” somaram apenas 4,7% das vendas, desempenho menor que os concorrentes.
- A gestão eficiente de custos permite que Mercadona maximize a rentabilidade, mantendo vantagem sobre os competidores neste aspecto.
Mercadona ampliou sua distância frente a rivais em termos de rentabilidade, mesmo registrando menor lucro por produto. A empresa de Juan Roig vê seus resultados impulsionados pela gestão eficiente de custos.
A margem bruta fechou 2025 em 25% das vendas, o que significa que 75% dos ingresos foram destinados ao custeio de aprovisionamento. O restante precisa cobrir demais gastos e gerar lucro.
O desempenho se compara a rivais como Dia, Eroski e Consum, que já divulgaram resultados de 2025. Mercadona manteve vantagem na margem de Exploração e no lucro líquido, apesar de ter margem bruta menor por item.
Margem bruta e rentabilidade da operação
O lucro operacional atingiu 2.061 milhões de euros, 24% acima de 2024, representando 5,4% da receita. O resultado superou os indicadores de concorrentes, que ficaram em 4,6% (Eroski), 2,71% (Consum) e 2,61% (Dia).
Despesas com pessoal corresponderam a 13,1% da receita, sendo apenas Dia menor, com 9,5%. A diferença principal veio dos gastos com outros gastos de exploração, que incluem energia, transportes e publicidade, com Mercadona em 4,7% das vendas.
A parcela de amortizações foi menor em comparação aos concorrentes, o que contribuiu para a eficiência na alocação de custos. O desempenho ajudou a sustentar a margem de exploração.
Resultado líquido e contexto
O lucro líquido de 2025 foi de 1.729 milhões de euros, recorde na trajetória da companhia. O crescimento de 25% superou o ritmo de expansão das vendas e elevou o margem líquida a 4,5%.
Entre os rivais, Consum chegou a 2,6% de margem líquida, Dia ficou em 2,2% e Eroski em 0,86%. Mercadona, assim, manteve a liderança em margem de exploração e resultado líquido.
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