- Lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no 1T26, alta de 4% frente ao 1T25, mas abaixo das expectativas de mercado (R$ 580 milhões).
- Receita líquida de R$ 3,3 bilhões no trimestre, +6% yoy, com 34 milhões de clientes, +6%.
- Depósitos de R$ 42 bilhões, +23%, carteira de crédito de R$ 5 bilhões, +36% em 12 meses; ROAE de 15,8%.
- Cash-in atingiu R$ 81 bilhões, +11%.
- Executivos indicam Selic em torno de 13,5% no fim de 2026; impacto do Desenrola 2.0 é limitado; inadimplência de 5,5% em fevereiro, mas carteira ainda pequena.
O PagBank (PAGS34) registrou lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no 1T26, subida de 4% ante o mesmo trimestre de 2025, conforme balanço divulgado nesta terça-feira. O resultado ficou abaixo das projeções de analistas.
A receita líquida somou R$ 3,3 bilhões no período, alta de 6% na base anual. A companhia atribui o desempenho à expansão da plataforma bancária, que também impulsionou o crescimento da base de clientes.
Ao fim de março, o PagBank atendia 34 milhões de clientes, incremento de 6% ao ano. O volume de cash-in atingiu R$ 81 bilhões, expansão de 11% no período.
Desempenho de crédito e rentabilidade
Depositos totais chegaram a R$ 42 bilhões, elevação de 23%. A carteira de crédito ficou em R$ 5 bilhões, alta de 36% em 12 meses. O ROAE médio subiu para 15,8%, aumento de 80 pb frente a 1T25.
Executivos destacaram cenário macro desafiador em teleconferência. O CFO Gustavo Sechin afirmou que a empresa sabe navegar em ambientes de incerteza.
O CEO Carlos Maud comentou que a empresa revisou a projeção de Selic para o fim de 2026, estimando aproximadamente 13,50%. O comentário reflete a visão de juros mais altos.
Desenrola 2.0 e inadimplência
Sobre o programa Desenrola 2.0, a gestão apontou impacto limitado para o PagBank, citando carteira de crédito ainda pequena ante os grandes bancos.
A instituição sustenta que a inadimplência permanece sob controle mesmo com o cenário econômico, conforme avaliações internas. Em fevereiro, o BC informou alta da inadimplência em crédito livre.
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