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Petrobras prepara reajuste no preço da gasolina no Brasil

Petrobras confirma reajuste da gasolina para distribuidoras já, com base na variação do etanol e medidas do governo para mitigar alta do petróleo

A última modificação nos valores da gasolina praticados pela Petrobras foi uma redução. A estatal diminuiu os preços de venda de gasolina para as distribuidoras em 27 de janeiro de 2026, um de 5,2%, representando uma redução de R$ 0,14 por litro
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  • Petrobras confirmou reajuste no preço da gasolina vendido às distribuidoras, com decisão já “já, já”, levando em conta a variação do etanol no mercado brasileiro.
  • A última mudança de preço ocorreu em 27 de janeiro de 2026, quando houve queda de 5,2% (R$ 0,14 por litro), de R$ 2,71 para R$ 2,57.
  • O governo lançou, em abril de 2026, um pacote de medidas para reduzir o impacto dos reajustes de combustíveis, com subsídios e isenções, entre outras ações.
  • A Petrobras pretende ampliar a capacidade de atendimento da demanda interna de diesel e gasolina, revisando o plano 2026–2030 para autossuficiência nacional em diesel e avaliando metas para 2027–2031.
  • A companhia elevou a utilização de suas refinarias para 97% no fim de março de 2026 e aponta crescimento de produção comercial de 16% na comparação anual, com a China como principal destino das exportações.

A Petrobras anunciou um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras, a ser aplicado de forma rápida, ainda nesta semana. A decisão foi comunicada pela presidente Magda Chambriard durante conferência com analistas na terça-feira (12 mai 2026). A medida depende da variação do etanol no mercado brasileiro e de estratégias para reduzir o impacto da alta do petróleo.

Chambriard explicou que o aumento considera o comportamento do etanol nos últimos 15 dias, que teve queda recente. A chefe da estatal ressaltou a segurança de manter o market share e acompanhar a evolução do mercado de etanol ao definir o reajuste.

A última alteração nos preços da gasolina ocorreu em 27 de janeiro de 2026, quando houve queda de 5,2% nas cotações às distribuidoras, passando de R$ 2,71 para R$ 2,57 por litro. A empresa afirmou que trabalha para equilibrar o preço com outras variáveis macroeconômicas.

Paralelamente, a Petrobras negocia com o governo medidas para suavizar o efeito da alta do petróleo sobre os combustíveis. Chambriard sinalizou boas notícias futuras sobre a gasolina, sem detalhar os mecanismos.

O governo brasileiro lançou, no início de abril, um pacote de ações para conter reajustes. O conjunto inclui subvenções para diesel e GLP, isenção de tributos sobre biodiesel e QAV, além de medidas contra preços abusivos. As ações visam reduzir impactos da instabilidade externa.

A tensão no Oriente Médio elevou a volatilidade do petróleo global, com o fechamento do Estreito de Ormuz aumentando as pressões sobre o preço internacional. O estreito concentra cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo, contribuindo para a incerteza de oferta.

A empresa mantém o foco na autossuficiência em diesel e na ampliação da produção para atender à demanda interna. A diretoria discute revisões do plano 2027–2031, com metas de maior capacidade para o diesel e potencial expansão da produção de gasolina.

No curto prazo, a Petrobras ampliou a utilização de suas refinarias. O índice de aproveitamento subiu de 89% em dez/2025 para 97% em mar/2026, recorde. A presidente destacou que o cenário de guerra no Oriente Médio incentivou esse aperfeiçoamento.

A companhia projeta elevar a produção de gasolina para atender integralmente o mercado interno. O Brasil importa cerca de 10% do combustível; desembarques em mar/2026 tiveram alta expressiva, com aumento de 194% frente a março de 2025.

Perspectivas de produção e planos

A produção comercial da estatal cresceu 16% na comparação anual, atingindo 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia. As exportações de petróleo avançaram 61,2%, para 888 mil bpd, com a China como principal destino. O pré-sal liderou o incremento na produção.

O plano de negócios 2026–2030 prevê investimentos de US$ 109 bilhões, com 91 bilhões destinados a projetos em implantação e 18 bilhões em carteira. O montante é 1,8% menor que o do ciclo anterior, ajustando metas conforme o cenário global.

A Petrobras também destacou avanços na produção de derivados e no desempenho do mercado interno. As vendas locais aumentaram 2,9% no primeiro trimestre de 2026, com o querosene de aviação liderando o crescimento, seguido por gasolina e diesel.

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