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Positivo registra receita de R$ 881 milhões no 1T26 e EBITDA sobe 31%

Positivo registra receita de R$ 881 milhões no 1T26 e EBITDA sobe 31%, com destaque para servidores e serviços de TI, apesar da queda em vendas para o setor público

Positivo (POSI3) (Foto: Divulgação)
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  • Receita bruta de R$ 881 milhões no 1T26, alta de 4%; receita líquida de R$ 741 milhões, avanço de 3,6% frente ao 1T25.
  • Segmento Infraestrutura, Serviços e Soluções de TI (ISS) soma R$ 459 milhões (+4,6%), com servidores em alta de 186% e Serviços Gerenciados de TI Positivo S+ (+21%); vendas a instituições públicas caíram 46%.
  • EBITDA de R$ 70 milhões, +31% e margem de 9,4% (+2 p.p.); margem bruta cai para 22,8% (-1,1 p.p.) devido a maior participação de projetos com margens unitárias menores.
  • Prejuízo líquido de R$ 12 milhões, estável ante o 1T25, pressionado por CDI elevado e aumento do capital de giro/compras antecipadas de memória e SSD.
  • Caixa operacional de R$ 91 milhões; alavancagem cai para 2,1x dívida líquida/EBITDA; linha de crédito do BNDES de até R$ 300 milhões anunciada; nova segmentação passa a valer no 1T26; guidance de receita bruta para 2026 entre R$ 4,0 bilhões e R$ 4,2 bilhões.

A Positivo Tecnologia (POSI3) reportou resultados do 1T26 com crescimento de receita e melhoria na operação, impulsionados por servidores e serviços de TI. A receita bruta ficou em 881 milhões de reais, alta de 4% frente ao mesmo período de 2025. A receita líquida atingiu 741 milhões, avanço de 3,6%.

O desempenho foi puxado pelo segmento de Infraestrutura, Serviços e Soluções de TI (ISS), que avançou 4,6% e somou 458,7 milhões. Destaque para a linha de servidores, que teve alta expressiva de 186%. Serviços Gerenciados de TI da Positivo S+ cresceram 21%.

No entanto, as vendas para o setor público caíram 46%, refletindo postergações de pedidos, conforme a empresa.

Expansão e rentabilidade

O EBITDA registrou 70 milhões de reais no 1T26, subida de 31% ante o 1T25. A margem EBITDA passou a 9,4%, 2 p.p. acima do ano anterior. A melhora decorre do mix mais rentável e da redução de despesas em 15%.

A margem bruta, por outro lado, caiu para 22,8%, queda de 1,1 ponto. A empresa aponta maior participação de projetos com alto volume, porém margens unitárias menores, como servidores e POS.

Resultados e liquidez

A Positivo encerrou o trimestre com prejuízo líquido de 12 milhões de reais, estável frente ao 1T25. O grupo atribui o resultado ao CDI elevado, ao aumento do capital de giro e a compras antecipadas de memória e SSD, com estoques para entregas futuras.

A geração de caixa operacional atingiu 91 milhões de reais no período, invertendo o fluxo de caixa negativo de 52 milhões observado no 1T25. A alavancagem caiu para 2,1x dívida líquida/EBITDA.

Linhas de crédito e nova segmentação

Em abril, a empresa abriu linha de crédito com o BNDES de até 300 milhões de reais, com desembolso em três anos e custo abaixo do CDI. O recurso visa apoiar o plano de inovação tecnológica.

A partir deste 1T26, a Positivo adotou nova segmentação de negócios baseada em oferta de valor, com quatro áreas: ISS, Soluções em Pagamentos, Dispositivos Inteligentes – Consumo e Negócios Adjacentes.

No trimestre, ISS atingiu 458,7 milhões (+4,6%), Dispositivos Inteligentes – Consumo 260,5 milhões (+5,2%), Soluções em Pagamentos 135,3 milhões (+2,5%) e Negócios Adjacentes 26,9 milhões (-18,6%).

Perspectivas e guidance

A administração mantém o guidance para 2026, com meta de receita bruta entre 4,0 bilhões e 4,2 bilhões de reais. A empresa afirma que o 1T26 marca o início de uma retomada de crescimento e reforça o foco em infraestrutura completa de TI.

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