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Recorde de inadimplência no Brasil: 74,8 milhões com contas atrasadas

Recorde de inadimplência atinge 74,82 milhões (44,69% da população adulta), com dívidas médias de R$ 5.111,64 e bancos concentrando a maior parte dos débitos

Contas em atraso
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  • Em abril de 2026, 74,82 milhões de brasileiros tinham contas em atraso, o que representa 44,69% da população adulta; alta de 16,99% ante abril de 2025 e leve crescimento mensal de 0,81%.
  • A dívida média por inadimplente foi de R$ 5.111,64, e cada devedor possuía, em média, 2,34 credores.
  • Dições até R$ 500 correspondem a 29,40% do total, e dívidas até R$ 1.000 chegam a 41,75%.
  • O grupo mais afetado é o de 30 a 39 anos, com 18,23 milhões de inadimplentes; nesse intervalo, 53,77% estão negativados; o quadro tem leve maioria feminina (51,39%).
  • O setor bancos concentra a maior participação das dívidas, com 66,65%; Água e Luz respondem por 10,23%, seguido de Outros (9,16%) e Comércio (8,43%); as altas regionais mais expressivas foram Norte ( +10,48%), Sul ( +9,97%) e Sudeste ( +8,00%).

O Brasil registrado um novo recorde de inadimplência em abril, com 74,82 milhões de pessoas com contas em atraso. O dado vem do Indicador de Inadimplência da CNDL e do SPC Brasil, respondendo por 44,69% da população adulta.

Cada inadimplente, em média, devia R$ 5.111,64 no mês passado, e o total de dívidas per capita ficava em torno de 2,34 credoras. Em relação a abril de 2025, houve alta de 16,99% no conjunto de débitos no país; entre março e abril, o crescimento foi de 0,81%.

Quase 30% dos consumidores tinham dívidas de até R$ 500, e 41,75% estavam com débitos de até R$ 1.000. A concentração de inadimplência é maior entre pessoas de 30 a 39 anos, com 18,23 milhões nessa faixa, correspondendo a 53,77% da população dessa idade.

A distribuição por região aponta o Norte com o maior crescimento anual de inadimplentes (10,48%), seguido por Sul (9,97%), Sudeste (8,00%), Centro-Oeste (6,66%) e Nordeste (6,52%). Entre os credores, bancos respondem por 66,65% do total, seguidos de água e luz (10,23%), outros (9,16%) e comércio (8,43%).

Contexto e impactos

Especialistas destacam que o recorde não reflete apenas falhas individuais, mas um equilíbrio financeiro fragilizado. Com inflação elevada, o orçamento familiar fica pressionado e qualquer imprevisto pode elevar a inadimplência.

Para reduzir o Endividamento, é necessário um diagnóstico real do fluxo de caixa e priorização de débitos mais onerosos. Recomendam-se acordos com cautela, substituição de dívidas caras por opções mais baratas e a suspensão do crédito rotativo até restabelecer o equilíbrio financeiro.

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