- O secretário de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Jorge Lima, disse que reuniões da Brazilian Week 2026, em Nova York, mostram interesse de investidores estrangeiros pelo estado.
- Ele citou conversas com GM e Amazon, destacando que as três primeiras reuniões renderam investimentos em São Paulo.
- Lima afirmou que há foco também em cidades e empreendimentos inteligentes, com referências internacionais que podem ser adaptadas à realidade paulista.
- O estado é apresentado como plataforma de entrada para mercados internacionais, contando com 31% do PIB nacional, 22% da população e a 21ª posição em logística mundial.
- Ainda segundo o secretário, há preocupações com déficits fiscais, a taxa de juros de 14,5% e a carga tributária, pontos que precisam ser enfrentados para ampliar a atratividade de investimentos no Brasil.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, afirmou que as reuniões durante a Brazilian Week 2026, em Nova York, reforçam o interesse de investidores estrangeiros pelo estado. Ele destacou que os encontros já mostraram potencial para projetos em São Paulo e que as conversas com grandes empresas seguem na agenda.
Lima descreveu as conversas iniciais como positivas, citando possíveis investimentos no estado. Em entrevista à BM&C News, ele mencionou a participação de empresas como GM e Amazon, além de outras reuniões previstas. O balanço feito aponta perspectivas favoráveis para novas oportunidades no território paulista.
Além de captar capital produtivo, o secretário enfatizou a relevância de discutir modelos de cidades inteligentes e empreendimentos com infraestrutura avançada. Ele citou referências da Coreia, do Japão e experiências observadas em Nova York como inspiração para adaptar soluções à realidade local.
Cidades inteligentes entram na agenda
O posicionamento aponta para avaliação de modelos de urbanismo que possam ser aplicados tanto na capital quanto no interior. Lima informou que a visita ao Summit Vanderbilt reforçou a possibilidade de adaptar soluções de cidades, bairros e empreendimentos inteligentes ao contexto paulista.
Ele defendeu uma visão que vá além de empreendimentos verticais, prevendo também propostas horizontais alinhadas ao perfil urbano e econômico de São Paulo. O objetivo é ampliar a gama de projetos com impactos no territorio estadual.
Setor privado como motor de crescimento
Durante a entrevista, o secretário ressaltou que eventos internacionais criam conexões e permitem ouvir demandas do setor privado. Ele afirmou que contribuições de empresários ajudam a moldar políticas públicas, financiamento e um ambiente mais favorável aos investimentos.
Para Lima, o desenvolvimento econômico depende da atuação do setor produtivo, com o poder público atuando como facilitador. Em sua visão, o crescimento é impulsionado pela iniciativa privada, enquanto o governo atua para ampliar condições de atração de capital.
Brasil visto como oportunidade, com alertas
Sobre o Brasil, Lima disse que o país mantém fundamentos relevantes para atrair capital estrangeiro, mesmo diante de problemas internos. Ele apontou que o Brasil continua posicionado como plataforma de acesso a mercados, com São Paulo como principal porta de entrada para empresas interessadas em comércio exterior.
Entre os mercados citados pelo secretário estão o Mercosul, os Estados Unidos, o México e a Europa, destacando a importância de acordos comerciais. A internacionalização é apresentada como necessidade diante de novas barreiras comerciais globais.
Juros, déficit e tributação preocupam investidores
Apesar do interesse externo, Lima apontou questões econômicas que afetam a percepção de investidores. Entre os pontos citados estão o déficit fiscal, a taxa de juros em 14,5%, o endividamento da população e a carga tributária elevada.
Ele afirmou que esses aspectos não são apenas políticos, mas econômicos, exigindo revisões para melhorar o ambiente de negócios. O secretário ressaltou que São Paulo lidera esse movimento, com participação expressiva na economia nacional.
São Paulo representa 31% do PIB, concentra 22% da população e detém a 21ª posição em logística global, segundo o secretário. A mensagem central é que o estado pode atuar como plataforma de investimentos, tecnologia e internacionalização, desde que os desafios fiscais e regulatórios sejam tratados no Brasil.
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