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Startups do agronegócio enfrentam dificuldade de captação para expansão

Palestrante aponta que startups do agronegócio enfrentam dificuldade de escalar por falta de investimentos de maior montante, exigindo capital paciente

Startups do agro têm dificuldade para acessar capital que lhes dê escala
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  • Alexandre Stephan, sócio da SP Ventures, afirma que o maior desafio para startups do agronegócio não é levantar capital inicial, e sim escalar o negócio, com falta de recursos em rodadas de R$ 30 milhões a 40 milhões.
  • Ele explica que há boas empresas que testam o produto, mas, ao precisar montar uma equipe comercial, não dispõem de recursos suficientes.
  • O São Paulo Innovation Week acontece entre 13 e 15 de maio, reunindo mais de dois mil palestrantes nacionais e estrangeiros sobre tecnologia, agronegócio e inovação.
  • Stephan permanece otimista com o ecossistema brasileiro, destacando crescimento anual mesmo com a taxa básica de juros alta, e diz que soluções locais são necessárias por causa das diferenças de clima e cultivo.
  • A presidente da Embrapa ressalta a necessidade de coordenação entre políticas públicas e planejamento de longo prazo, enquanto a Suzano aponta a importância de reduzir variação em escala com IA e imagens de satélite para aumentar produtividade.

O painel O Ecossistema que está Reinventando o Agro Tropical, durante a São Paulo Innovation Week, discutiu crescimento de startups do agronegócio e os desafios de captação de recursos para escala. Alexandre Stephan, sócio da SP Ventures, afirmou que o maior obstáculo não é o capital inicial, mas as rodadas de maior valor, entre 30 e 40 milhões de reais. O evento ocorre no Pacaembu e na Faap, entre 13 e 15 de maio.

Segundo Stephan, há empresas que testam produtos no mercado, mas enfrentam dificuldades para montar equipes comerciais e ampliar operações por falta de recursos em estágios de escala. Os dados indicam demanda por investidores dispostos a mirar oportunidades de crescimento mais robustas no agro.

O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, reúne mais de 2 mil palestrantes nacionais e internacionais dos setores de ciência, saúde, educação, agronegócio e sustentabilidade. A programação acontece em diferentes espaços de São Paulo ao longo de três dias.

A SP Ventures também busca atrair fundos estrangeiros para investimentos em estágios de escala de startups do agro no Brasil. A empresa atua apoiando empresas em fases iniciais e tenta ampliar a participação de capital externo no país, especialmente em rounds de maior valor.

Análise sobre posicionamento e ambiente regulatório foi apresentada por especialistas. Stephan enfatizou que o Brasil tem potencial de inovação agroindustrial, apesar das diferenças climáticas e de cultivo entre países, o que reforça a necessidade de soluções locais. O investidor ressaltou que o agro brasileiro tem ciclos de crescimento mais longos.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruha, explicou que não basta marketing para melhorar a imagem ambiental da produção. Ela defendeu coordenação entre políticas públicas e uma estratégia de Estado para ampliar a produtividade de agroindústrias tropicais. Massruha também apontou a necessidade de planejamento de longo prazo na pesquisa pública.

O gerente-executivo da área florestal da Suzano, Alberto Vieira, destacou avanços tecnológicos para reduzir variabilidade em escala no setor. Entre as estratégias, ele citou o uso de IA e imagens de satélite para aprimorar a gestão de recursos naturais e produtivos do agronegócio brasileiro.

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