Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Aumentar a mistura de diesel é questão de soberania, diz vice da Potencial

Executivos defendem aumento da mistura de biodiesel para B16, fortalecendo soberania energética e reduzindo dependência externa, com avaliação técnica em curso

O vice-presidente Comercial, Relações Institucionais e Novos Investimentos do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt (na imagem), deu entrevista ao Poder360 durante o 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene, em São Paulo
0:00
Carregando...
0:00
  • O vice-presidente Comercial, Relações Institucionais e Novos Investimentos do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt, defende elevar a mistura de biodiesel no diesel para 16% (B16) como forma de soberania energética.
  • Ele afirmou que o cenário pós-guerra entre EUA, Israel e Irã mostra a necessidade do Brasil não depender de outros países para o abastecimento de combustíveis.
  • Executivos do setor pressionam o governo a avançar de B15 para B16; os testes técnicos estão previstos para começar em maio, com duração mínima de seis meses, e o governo deve anunciar a mudança até o fim do ano.
  • O movimento acredita que o aumento da mistura fortalece a competitividade da produção nacional, reduzindo preços e importações e, assim, a dependência externa.
  • O Grupo Potencial tem um dos maiores complexos de biodiesel do país, em Lapa, Paraná, com capacidade de 900 milhões de litros por ano; o grupo planeja investir R$ 6 bilhões até 2030 e ampliar o esmagamento de soja de 3.500 para 7.000 toneladas diárias.

O vice-presidente Comercial, Relações Institucionais e Novos Investimentos do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt, afirmou que elevar o teor obrigatório de biodiesel no diesel é uma questão de soberania energética para o Brasil. A avaliação foi feita em entrevista ao Poder360 durante o 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene, em São Paulo.

Hammerschmidt destacou preocupação com o cenário de pós-guerra entre EUA, Israel e Irã e afirmou que o Brasil não pode depender de importações para o abastecimento de combustível. Segundo ele, a reconstrução de refinarias e logísticos pode elevar o preço do petróleo, tornando necessária a ampliação da mistura de biodiesel.

Sustentação da matriz energética brasileira

O executivo integra um movimento de líderes do setor que cobra do governo o avanço da mistura de biodiesel de 15% para 16% (B16). O objetivo é melhorar a competitividade da produção nacional, reduzir preços e diminuir a dependência externa diante da volatilidade do petróleo.

Capacidade e investimentos do Grupo Potencial

O Grupo Potencial administra um dos maiores complexos de biodiesel do país, com capacidade de 900 milhões de litros ao ano. A empresa anunciou, em março, investimentos de 6 bilhões de reais até 2030, incluindo expansão da esmagadora de soja e crescimento da produção de etanol de milho.

A usina de biodiesel fica em Lapa, no Paraná. A ampliação do esmagamento de soja ocorrerá em duas etapas, elevando a produção de 3.500 para 7.000 toneladas diárias, o que deve aumentar a autonomia no fornecimento de óleo para biodiesel e melhorar a integração da cadeia produtiva.

Panorama regulatório e prazos

A elevação da mistura está prevista na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024. A norma estabelece que o aumento seja gradual, conforme viabilidade técnica. O cronograma apontava o B16 para março, mas houve adiamento até o momento.

Os testes para comprovar a viabilidade técnica do B16 devem começar ainda em maio e terão duração mínima de seis meses. O governo deve divulgar a mudança até o fim do ano, conforme expectativa do setor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais