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Cosan registra prejuízo de R$ 1,58 bi no 1T26

Cosan registra prejuízo de R$ 1,58 bilhão no 1T26, com melhoria operacional parcial, mas endividamento e pré-pagamentos pressionam o balanço

Cosan (CSAN3) / Divulgação
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  • Cosan registrou prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão no 1T26, com queda anual de 11% em relação ao período anterior.
  • Parte do resultado negativo veio de efeitos não caixa relacionados aos pré-pagamentos de bonds com vencimentos entre 2029 e 2031.
  • Rumo teve EBITDA ajustado de R$ 1,74 bilhão, +7% ano a ano; Compass atingiu EBITDA ajustado de R$ 1,32 bilhão, +2%; Radar, porém, caiu 27%.
  • Dívida líquida expandida encerrou março em R$ 11,47 bilhões, +18% frente ao 4T25, com cobertura do serviço da dívida em 0,4 vez; caixa em R$ 7,7 bilhões.
  • A Compass ingressou com IPO, movimentando cerca de R$ 2,8 bilhões (aproximadamente R$ 2 bilhões para a Cosan); a Raízen entrou com pedido de recuperação extrajudicial; receita consolidada da Cosan ficou em R$ 8,62 bilhões, -3%, e o fluxo de caixa operacional foi de −R$ 282 milhões.

A Cosan reportou prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão no 1T26, com melhora operacional em parte do portfólio, mas pressão pelo elevado endividamento e por efeitos não caixa ligados a pré-pagamentos de dívidas. O resultado ficou 11% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

A companhia destacou que boa parte do impacto veio de itens não caixa associados aos pré-pagamentos de bonds com vencimentos entre 2029 e 2031. Mesmo assim, houve evolução frente ao 1T25, quando o prejuízo foi de R$ 5,8 bilhões. O caixa em mãos encerrou o trimestre em R$ 7,7 bilhões.

Desempenho das investidas

Entre as subsidiárias, a Rumo foi um destaque, com EBITDA ajustado de R$ 1,74 bilhão, alta de 7% ante o 1T25. O volume transportado atingiu recordes, especialmente na Operação Norte, beneficiando a diluição de custos fixos. O lucro líquido ajustado da Rumo subiu de R$ 60 milhões para R$ 420 milhões.

A Compass registrou EBITDA ajustado de R$ 1,32 bilhão, aumento de 2% em 12 meses. O desempenho refletiu ganhos nos segmentos residencial e industrial de gás natural e expansão no mercado livre. A Radar, por outro lado, teve queda de 27% no EBITDA ajustado, enquanto a Moove apresentou ganhos mais contidos.

Endividamento volta a ganhar atenção

Apesar da melhoria operacional, a dívida líquida expandida terminou março em R$ 11,47 bilhões, alta de 18% frente ao 4T25, mas queda de 34% na comparação anual. A Cosan atribuiu o avanço à ausência de dividendos significativos e aos desembolsos com liquidação antecipada de dívidas e derivativos.

O índice de cobertura do serviço da dívida caiu para 0,4 vez nos últimos 12 meses, frente 1,2 vez no 1T25. O caixa e equivalentes terminou o trimestre em R$ 7,7 bilhões.

Despesas financeiras e pré-pagamentos

A despesa financeira líquida somou R$ 1,59 bilhão no 1T26, com parte do peso associado aos custos de pré-pagamentos de bonds e debêntures. Somente as despesas com pré-pagamentos representaram R$ 1,02 bilhão. A Cosan afirmou haver melhora em relação ao trimestre anterior, após o encerramento de estruturas ligadas à Vale e ao TRS.

Avanços corporativos

No âmbito corporativo, a Compass avançou com o IPO, protocolando pedido na CVM e concluindo a operação em maio de 2026. A transação movimentou cerca de R$ 2,8 bilhões, com aproximadamente R$ 2 bilhões destinados à Cosan, para reforçar liquidez e reduzir pressão sobre o capital.

A Raízen informou protocolo de recuperação extrajudicial em março de 2026. O processo envolve dívidas específicas e não atinge diretamente outras controladas do grupo, mas aumentou a atenção sobre a alavancagem.

Visão consolidada e próximos passos

A receita líquida somou R$ 8,62 bilhões, queda de 3% ante o 1T25. O fluxo de caixa operacional ficou negativo em R$ 282 milhões, e o caixa líquido consumido no trimestre chegou a R$ 11,89 bilhões. Amortizações de principal somaram R$ 7,79 bilhões e juros pagos, R$ 1,33 bilhão.

Mercado acompanha as próximas medidas para reduzir endividamento e melhorar a geração de caixa, com foco na monetização de ativos, evolução operacional das investidas e redução da pressão financeira nos trimestres seguintes.

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