- Recomendamos sobreponderar ações dos EUA e de mercados emergentes, com foco em setores industriais ligados à energia, tecnologia e hardware, mantendo neutralidade em outros mercados desenvolvidos.
- Mantemos visão de diversificação e maior exposição a ações de energia/IA, valorizando empresas com fortes resultados e liquidez, e permanecemos cautelosos com o setor de serviços.
- O cenário macro envolve crescimento global estimado em 2,8% neste ano, inflação próxima de 3% e petróleo entre 110 e 120 dólares por barril, com riscos ligados ao estreito de Ormuz.
- A liquidez global segue firme, com bancos centrais a caminho de aperto gradual; a Reserva Federal dos Estados Unidos não espera cortes este ano, e a liquidez no setor privado permanece elevada.
- Em dívida, mantemos peso em moeda local de mercados emergentes e neutralidade em dívida de mercados desenvolvidos; há apoio por estímulos na China e perspectiva de maior crescimento em emergentes.
O texto apresenta um relatório de gestão de investimentos que atualiza o cenário macroeconômico e as recomendações de alocação. O foco é a diversificação frente a um ambiente de incerteza e potencial de valorização em mercados específicos.
O documento destaca um cenário macro moderadamente positivo, apesar de riscos. Barcos no Estreito de Ormuz e petróleo em alta não derrubaram fundamentos como liquidez, lucros corporativos e crescimento. A gestão mantém posição global neutra, com sobreponderação em ações dos EUA, EM e setores industriais.
Segundo o relatório, a liquidez global continua robusta, com bancos centrais sinalizando contenção de aperto monetário, mas sem pressa. A empresa prevê um crescimento global de 2,8% neste ano e petróleo entre 110 e 120 dólares, com avaliação de longo prazo em torno de 80 dólares por barril.
A recomendação inclui sobreponderar ações norte-americanas, apoiadas por lucros fortes, liquidez e impulso em IA e indústria. Em mercados desenvolvidos fora dos EUA, a equipe fica neutra, citando valuations ajustados e incertezas sobre impactos econômicos da guerra.
Mercados emergentes recebem destaque, com ganhos de lucros robustos e proteção relativa contra custos de energia. A previsão aponta crescimento do PIB em EM em 2,6% neste ano, frente a 2,4% em 2025, com benefícios potenciais do ciclo de IA.
No setor industrial e de hardware, a agenda é de investimento em capital fixo. Pedidos de bens de capital nos EUA cresceram 11% na base anual em março, sugerindo maior prioridade a infraestrutura, energia e semicondutores. O relatório também reforça a preferência por hardware sobre software.
Sobre dívida, a equipe mantém visão neutra em títulos de mercados desenvolvidos, mas reforça sobreponderação de dívida em moeda local de mercados emergentes. A perspectiva aponta maior rentabilidade real e melhor relação risco-retorno, com forte papel de moedas de economias importadoras de petróleo.
A conclusão do material destaca que o cenário base favorece diversificação internacional, com atenção especial aos avanços em IA e ao setor industrial. As recomendações estão alinhadas a liquidez sólida, lucros estáveis e um ambiente de inflação com riscos flutuantes. Gonzalo Rengifo Abbad assina como diretor geral da Pictet Asset Management para Iberia e Latam.
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