- Lucro líquido recorrente da Caixa caiu 34,4% no primeiro trimestre de 2026, para R$ 3,5 bilhões, revelou o balanço divulgado em 14 de maio.
- Provisões para perdas com crédito subiram 225% em 12 meses, para R$ 6,5 bilhões, impulsionadas pela nova regra regulatória do Banco Central.
- Índice de inadimplência ficou em 3,71%, aumento de 1,22 ponto percentual em relação ao mesmo periodo do ano anterior.
- Carteira total de crédito alcançou R$ 1,41 trilhão, com crédito imobiliário respondendo por R$ 966,2 bilhões e participação da Caixa no segmento em 68%.
- A Caixa informou que o aumento das provisões decorre da transição regulatória determinada pelo BC e que não necessariamente indica deterioração da qualidade da carteira; o financiamento habitacional manteve ritmo de crescimento, com contratações de R$ 64,2 bilhões no trimestre.
A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, divulgado em 14 de maio. O resultado foi impactado por novas regras do Banco Central que alteraram a forma de contabilizar perdas de crédito. A divulgação ocorreu por meio de balanço público.
A instituição informou que as provisões passaram a considerar perdas esperadas, não apenas registradas, elevando reservas para calotes. Esse ajuste regulatório pressionou o resultado trimestral, embora tenha servido para ampliar a cobertura de risco de inadimplência.
Apesar da queda de lucratividade, a Caixa manteve crescimento da carteira de crédito, com forte impulso do financiamento imobiliário. A instituição segue líder no país nesse segmento.
Aumento de provisões e impacto regulatório
As provisões somaram R$ 6,5 bilhões no trimestre, alta de 225% em 12 meses. A inadimplência ficou em 3,71%, acima de 1,22 ponto percentual no mesmo intervalo. O BC explicou a mudança como alinhamento de normas de risco.
A Caixa explica que o aumento não significa deterioração da qualidade da carteira, e sim ajuste regulatório. O banco também ressaltou que continua ampliando operações de crédito, especialmente no crédito habitacional.
Desempenho da carteira e foco setorial
Carteira total de crédito chegou a R$ 1,41 trilhão, aumento de 11,3% em 12 meses e 2,3% em relação a dezembro. O crédito imobiliário atingiu R$ 966,2 bilhões, alta de 13,9% em 12 meses, representando 68% da participação da Caixa no setor.
Entre os segmentos, a carteira PF somou R$ 154,9 bilhões (+10,4%), com consignado de R$ 114,2 bilhões (73,7% do PF). A carteira PJ ficou em R$ 114,3 bilhões (+8,8%), e o agronegócio totalizou R$ 64,9 bilhões (+2,2%).
Receitas e estrutura financeira
A margem financeira foi de R$ 18,3 bilhões, +11,8% em 12 meses. Receita com serviços ficou em R$ 7,4 bilhões (+12,5%). Despesas operacionais chegaram a R$ 11,5 bilhões (+6%).
Captações totais atingiram R$ 2 trilhões, alta de 13,7% em 12 meses. O patrimônio líquido ficou em R$ 153,2 bilhões (+8,5%) e os ativos totais em R$ 2,4 trilhões (+12,9%).
Observação da instituição sobre o regime
A Caixa ressaltou que o aumento das provisões decorre da transição regulatória do BC. Segundo o banco, os números não devem ser interpretados como piora da qualidade da carteira. O texto também confirma a continuidade na atuação de crédito, com foco no imobiliário.
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