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Marcas que agradam várias gerações transformam consumidores em fãs

Lupo e O Boticário mostram que afeto, inovação e presença na mídia transformam clientes em fãs, com casos da pandemia e da escuta ativa

Construir marcas amadas por diferentes gerações passa pela transformação de consumidores em fãs
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  • Executivos da Lupo e do Grupo Boticário participaram do painel Loved Brands no Retail Talks, durante o São Paulo Innovation Week, discutindo como afeto e reinvenção constroem marcas amadas.
  • A ideia central é que marcas vão além de produtos populares, buscando conexão emocional e reconhecimento na experiência do consumidor, especialmente entre novas gerações.
  • Entre as estratégias, destacam-se presença constante na mídia, adaptação de produtos e inovação, e cuidado para manter a marca moderna sem perder tradição.
  • Casos citados incluem a resposta da Lupo à pandemia com máscaras doadas a distribuidores, além de iniciativas do Boticário com fragrâncias como Egeo e Cuide-se Bem, desenvolvidas via escuta ativa do consumidor.
  • Também foram mencionados temas de impacto social e diversidade como parte da relação da marca com o público, bem como ações de divulgação que fortalecem memórias e fidelidade entre fãs.

Durante o segundo dia do São Paulo Innovation Week SPIW, executivos da Lupo e do Grupo Boticário participaram do painel Loved Brands, no palco do Retail Talks. O debate abordou como proximidade emocional e reinvenção constroem marcas que viram fãs.

Guiado pela editora Geovana Pagel, o painel discutiu o desafio de manter uma marca relevante com o passar das gerações. Daniela Lupo destacou a necessidade de dialogar com novos consumidores, sem abandonar a memória da marca centenária.

Eduardo Rebola reforçou que o relacionamento com o público depende da memória criada pela experiência, pelas fragrâncias e pela comunicação que conectam emoção real aos produtos. A ideia central é transformar consumidores em fãs fiéis.

O painel mostrou casos da Lupo e do Boticário para ilustrar a estratégia de marca que alia afeto, inovação e adaptação ao mercado. Daniela Lupo explicou a evolução da empresa com fios tecnológicos e produtos modernos sem perder a essência.

A conversa também abordou o papel da mídia e da visibilidade. Daniela comentou que as vitrines tendem a ceder espaço à presença contínua da marca em ambientes digitais, especialmente nos shoppings, onde o público circula com o celular.

Rebola citou o desafio de manter a lembrança positiva diante da enxurrada de informações. Para o Boticário, o foco está em produtos que gerem identificação e memória duradoura entre consumidores.

O debate ainda destacou o impacto social como elemento da construção de marca. O Boticário afirmou que a empresa não adota bandeiras, mas atua com responsabilidade social compatível com seus valores. A Lupo ressaltou a importância de respeitar diversos públicos.

Entre os casos discutidos, a pandemia de COVID-19 foi mencionada como momento de virada. A Lupo lançou máscaras para ajudar a Santa Casa, mantendo o canal de distribuição aberto com cerca de 30 mil parceiros para sustentar a relação com clientes.

O painel trouxe ainda exemplos de produtos que nasceram de escuta ativa do consumidor, como as linhas Egeo e Cuide-se Bem com fragrância de melancia, e o uso de ações de marketing com foco em fãs reais. A discussão reforçou a ideia de que afeto pode aproximar marcas de diferentes gerações.

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