- Distribuidoras conectam refinarias, terminais e importadores aos mais de 45 mil postos, mantendo abastecimento por todo o país, percorrendo, em 2025, mais de um bilhão de quilômetros.
- O setor responde por 7,3% do PIB do comércio, fatura R$ 881 bilhões por ano, gera 447 mil empregos diretos e indiretos e arrecada R$ 232 bilhões por ano.
- No diesel, custos de produção e importação representam 61% do preço final; tributos ficam com 16%; biocombustíveis somam 10%; distribuição e revenda, 13%.
- Cerca de 30% do diesel é importado; desde a crise internacional, a Petrobras tem participação menor nesse processo, transferindo riscos aos importadores e distribuidoras.
- A operação envolve infraestrutura crítica e inteligência logística para garantir abastecimento estável, especialmente em momentos de volatilidade externa, assegurando 137 bilhões de litros por ano.
O abastecimento de combustível no Brasil depende de uma operação logística integrada, capaz de percorrer o país inteiro para manter postos abastecidos. Em 2025, a distribuição percorreu mais de 1 bilhão de quilômetros, atendendo cerca de 200 mil abastecimentos por hora em municípios de diferentes portes.
Essencial para o funcionamento da economia, o sistema envolve refinarias, terminais e importadores até os mais de 45 mil postos. O setor representa 7,3% do PIB do comércio, fatura R$ 881 bilhões ao ano e gera 447 mil empregos diretos e indiretos, com arrecadação de R$ 232 bilhões.
Quem atua e como funciona
Segundo o Sindicom, a cadeia de distribuição sustenta a oferta de gasolina, diesel e biocombustíveis em todo o país, conectando produção, importação, tributos e logística de capilaridade. A operação envolve rodovias, ferrovias, dutos e cabotagem, além de gestão de estoques e controle de qualidade.
Na prática, o diesel tem a maior participação nos custos de aquisição, como produção e importação, respondendo por cerca de 61% do preço final. Tributos somam 16% e a mistura de biocombustíveis, 10%. Distribuição e revenda correspondem a 13%.
Riscos, importações e volatilidade
Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado. A participação da Petrobras na importação interna recuou desde crises internacionais, aumentando a responsabilidade das distribuidoras na formação de estoques, negociações e suprimento estável.
Especialistas destacam que a distribuição não é apenas logística, mas uma operação de inteligência regulatória que assegura o fluxo de energia entre agronegócio, transporte público e indústria. Em momentos de crise global, o setor tende a reorganizar rotas e ampliar estoques para evitar desabastecimento.
Panorama recente e importância econômica
O papel das distribuidoras é visto como fundamental para a segurança energética e a continuidade de cadeias produtivas. Em crises geopolíticas, a capacidade de importação, estoques bem geridos e respostas rápidas são determinantes para manter o abastecimento.
A visão do setor é que a distribuição de combustíveis evoluiu para um modelo de integração de energia e logística, assegurando a entrega de 137 bilhões de litros por ano, do posto no centro de São Paulo ao interior remoto do país.
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