- Burberry registrou aumento de 10% nas vendas do quarto trimestre nas Américas e na China, com crescimento total de 5% no grupo.
- As ações caíram cerca de 7%, acumulando queda de 15% neste ano, ainda que tenham subido desde a entrada de Joshua Schulman como CEO em 2024.
- O desempenho mais fraco na Europa e no Oriente Médio, influenciado pela guerra no Irã, temperou o otimismo sobre a recuperação.
- O setor de luxo, que opera em torno de US$ 400 bilhões neste ano, enfrenta impactos de viagens reduzidas e custos de energia mais altos.
- O lucro operacional do exercício fiscal que terminou em 28 de março foi de 115 milhões de libras (US$ 155 milhões), recuperando-se de um prejuízo de 3 milhões de libras no ano anterior.
A Burberry divulgou resultados do trimestre com ajustes, apontando alta de 10% nas vendas nas Américas e na China. O crescimento ficou acima do esperado em função de demanda nesses mercados, enquanto a Europa e o Oriente Médio fracas seguiram pressionando.
No conjunto, as vendas do grupo subiram 5% no trimestre, alinhadas às projeções. A queda das ações ocorreu mesmo com o desempenho positivo, refletindo preocupações com a fraqueza regional provocada pela guerra no Irã.
Investidores ficaram atentos ao pior desempenho na Europa e no Oriente Médio, áreas impactadas pelo conflito. Analistas destacaram que o plano de recuperação em curso parece estar funcionando, apesar do cenário geopolítico.
A Burberry informou que, na comparação anual, o lucro operacional do ano fiscal de 2023/24 atingiu 115 milhões de libras, revertendo um prejuízo de 3 milhões no ano anterior. A empresa já havia executado cortes de custos.
A turbulência afeta o setor de luxo como um todo, com viagens fracas e custos de energia elevados pesando sobre margens. A empresa ressalta que a recuperação de vendas continua gradual, ainda dependente de fatores externos.
Estrutura de recuperação e perspectivas
Desde a demissão de 20% da força de trabalho global há cerca de um ano, a Burberry aponta que o cenário mudou significativamente. O CEO Joshua Schulman afirmou que o grupo vive um “ponto de inflexão”, com crescimento de vendas em parte sustentável.
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