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Trabalho doméstico informal cresce no DF em 2026

DF registra queda de desemprego para 7,1%, mas informalidade em trabalho doméstico atinge 66,7% dos trabalhadores da categoria, com 62 mil sem carteira

No primeiro trimestre deste ano, o DF contabilizou 93 mil trabalhadores domésticos. Desse total, 62 mil atuavam sem carteira de trabalho assinada, o equivalente a 66,7% da categoria - (crédito: Flow)
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  • No primeiro trimestre de 2026, o Distrito Federal tinha 1,56 milhão de pessoas ocupadas, 4% a mais que no mesmo período de 2025, com taxa de ocupação de 62,4%.
  • Entre os trabalhadores, 93 mil eram domésticos; 62 mil atuavam sem carteira (66,7%) e 31 mil tinham carteira assinada (33,3%).
  • A informalidade permanece relevante, correspondendo a 28,1% da população ocupada (cerca de 439 mil trabalhadores).
  • O contingente ocupado está concentrado no setor privado (776 mil), sendo 582 mil com carteira; no setor público há 361 mil e, entre autônomos, 262 mil.
  • O DF teve 119 mil desocupados, taxa de desemprego de 7,1%, e renda média mensal de R$ 6.720, a maior do país.

O Distrito Federal registrou aumento na ocupação no primeiro trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE. A pesquisa aponta avanço do mercado de trabalho, mas também crescimento da informalidade entre trabalhadores domésticos.

No DF, 1,56 milhão de pessoas estavam ocupadas no início de 2026, 4% mais que no mesmo período de 2025. A taxa de ocupação ficou em 62,4%. Entre os ocupados, a maioria atuava no setor privado e no setor público apresentou forte expansão.

Entre os ocupados, 776 mil atuavam no setor privado, correspondendo a 49,6% do total. Em seguida aparecem trabalhadores do setor público, com 361 mil, e profissionais por conta própria, com 262 mil.

A informalidade no mercado de trabalho do DF permanece relevante. A taxa estimada é de 28,1% da população ocupada, o que representa cerca de 439 mil trabalhadores sem carteira. O índice é o segundo menor entre as unidades, ficando atrás de Santa Catarina.

Entre os informais, o maior grupo é formado por empregados do setor privado sem carteira assinada, estimados em 195 mil. Em seguida aparecem trabalhadores por conta própria sem CNPJ, com 169 mil.

O número de trabalhadores com carteira assinada no DF chega a 582 mil, equivalendo a 75% do total entre os empregados do setor privado. A pesquisa aponta crescimento expressivo no setor público, com alta de 23,7% na comparação anual.

No âmbito da educação e da saúde, os setores de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais concentraram 459 mil ocupados. Em seguida, áreas de informação, comunicação e atividades financeiras somaram 370 mil.

Desempenho de desemprego e renda

No primeiro trimestre de 2026, o DF teve 119 mil desocupados, com taxa de desemprego de 7,1%, queda de 2,1 pontos percentuais ante o mesmo período de 2025. O contingente de desalentados chegou a 19 mil no trimestre.

Ainda assim, o DF manteve o maior rendimento médio mensal entre as unidades da Federação, com R$ 6.720. O total de trabalhadores ocupados recebeu essa média no período analisado.

Mudanças recentes na ocupação

O setor público registrou um dos maiores crescimentos, com alta de 16,7% no número de ocupados ante o 1º trimestre de 2025. Já o setor privado manteve 75% de seus empregados com carteira assinada.

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