- Ações do Nubank caem na Nyse, recuando 6,77% para US$ 12,06, com investidores repercutindo resultados divulgados ontem à noite.
- Lucro líquido do primeiro trimestre foi de US$ 871,4 milhões, queda de 5% em relação ao quarto trimestre de 2025 e ligeiramente abaixo das expectativas.
- Provisões para devedores duvidosos subiram 33%, para US$ 1,79 bilhão, em ritmo mais rápido que a expansão da carteira de crédito, que foi de 7% para US$ 37,2 bilhões.
- Carteira de crédito cresceu, impulsionada por cartões de crédito (alta de 36% em 12 meses, para US$ 24,3 bilhões) e empréstimos sem garantia (US$ 9,9 bilhões); crédito consignado teve expansão de 38% no ano.
- Analistas do Itaú BBA e do BTG Pactual destacaram equilíbrio entre provisões e crescimento, com indicação de compra para as ações por alguns bancos e preços-alvo próximos a US$ 20–22 em 12 meses.
O Nubank teve queda nas ações na NYSE nesta quinta-feira, após divulgar resultados do primeiro trimestre. O pregão mostrava recuo de 6,77% a US$ 12,06 por papel por volta das 12h35 (horário de Brasília). O movimento ocorreu após a companhia apresentar lucro líquido de US$ 871,4 milhões, queda de 5% ante o trimestre anterior e ligeiramente abaixo das projeções de analistas.
A manutenção de provisões para devedores duvidosos em US$ 1,79 bilhão representou um aumento de 33%, acima da expansão da carteira de crédito, que somou US$ 37,2 bilhões, avanço de 7%. O foco do mercado foi esse desalinhamento entre ganho e provisionamento, que impactou a leitura sobre a qualidade da carteira.
Desempenho e análise de bancos
O Itaú BBA destacou que houve provisionamento significativo frente aos créditos não performados, elevando o índice de cobertura em 30 pontos percentuais. A equipe ressalta que a transição de estágios ficou alinhada, enquanto a receita líquida de juros, ajustada ao risco, caiu 4% ante o trimestre anterior, com possibilidade de recuperação ao longo do ano.
A carteira de crédito foi impulsionada por cartões de crédito, com alta de 36% em 12 meses, totalizando US$ 24,3 bilhões. Empréstimos sem garantia atingiram US$ 9,9 bilhões, e o crédito consignado avançou 38% em relação ao ano anterior, representando 8% do mix.
Perspectivas e avaliação de mercado
Ao fim do trimestre, o número de clientes alcançou 135,2 milhões, com o México respondendo por 15 milhões. A receita média por cliente ativo no Brasil subiu 23%, para US$ 15,9, conforme a monetização cresce acima da base de clientes. Analistas do Itaú BBA mantêm recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 20 para 2026, sugerindo potencial de valorização.
O BTG Pactual também indica compra, avaliando um preço justo de US$ 22 em 12 meses. O banco aponta que o desempenho no after market mostrou recuo de até 10%, mas destaca que a administração reiterou que o aumento de provisões está alinhado às expectativas e reflete a dinâmica do portfólio.
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