- A proposta em análise no Comitê de Alterações Tarifárias (CAT) da Camex pode elevar a alíquota de importação de pneus de passeio de 25% para 35% em 2026, conforme a ABIDIP.
- A entidade aponta que o aumento pesaria no bolso do consumidor, citando exemplos de preços: pneus de R$ 500 passariam a R$ 580 com 16%, a R$ 625 com 25% e podem chegar a R$ 675 com 35%.
- A medida afeta todas as categorias de pneus de passeio, inclusive modelos não mais produzidos no Brasil para frotas antigas (aros 13 e 14).
- Mesmo com crescimento de cerca de 15% nas vendas de veículos no primeiro trimestre de 2026, segundo Fenabrave, a ABIDIP afirma que o desafio é melhorar eficiência e competitividade, não recorrer a proteções tarifárias.
- A ABIDIP defende uma política tarifária equilibrada para manter concorrência, reduzir impactos na inflação e nos custos logísticos, sugerindo o retorno à alíquota de 16%.
O aumento do imposto de importação de pneus de passeio está em avaliação no Comitê de Alterações Tarifárias (CAT) da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Se aprovada, a medida pode elevar o custo final dos pneus importados e pressionar toda a cadeia logística, com impactos em setores que dependem desse insumo.
A Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP) alerta para o efeito cascata sobre preços. Atualmente, a alíquota está em 25%; projeções apontam para 35% em 2026, conforme a pauta em análise. A entidade ressalta que o carry-over ocorrido desde 2024 impacta o consumidor.
Segundo a ABIDIP, a alta atinge todos os pneus de passeio, inclusive modelos descontinuados no Brasil e necessários para frotas mais antigas. O presidente da associação afirma que não há proteção à indústria nacional, apenas redução de oferta e aumento nos preços ao consumidor.
Impactos para consumidores e indústria
Dados da ABIDIP indicam repasse direto ao bolso do consumidor: pneus de referência saíram de cerca de 500 reais para 580 reais com a alíquota de 16%, 625 reais com 25%. A projeção para 35% aponta para aproximadamente 675 reais por unidade.
A entidade destaca ainda que o aumento afeta não apenas motoristas de aplicativo, taxistas e frotistas, mas toda a cadeia logística que depende de pneus. A espera é de maior custo para operações de transporte e inflação associada.
Em meio ao cenário, a ABIDIP defende uma política tarifária mais equilibrada. A entidade sustenta que o retorno a 16% reduziria distorções e fortaleceria a competitividade, beneficiando o consumidor brasileiro.
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