- A Cerebras Systems estreou na Nasdaq no dia 14, com salto de cerca de sessenta e oito por cento, elevando seu valor de mercado a cerca de US$ 67 bilhões e tornando o maior IPO do ano.
- O cofundador Andrew Feldman passou a ter uma fortuna de US$ 3,2 bilhões; o outro fundador, Sean Lie, vale US$ 1,6 bilhão.
- A empresa já atende clientes como OpenAI e Amazon, com contratos que destacam a demanda por IA de inferência rápida.
- A parceria com a OpenAI prevê compra de mais de 750 megawatts de capacidade até 2028, em contrato avaliado em cerca de US$ 20 bilhões; a Amazon também planeja usar chips Cerebras na AWS.
- Os chips da Cerebras são maiores que os convencionais (aproximadamente o tamanho de uma folha A4) e visam acelerar a inferência de IA, diferenciando-se de concorrentes como a Nvidia.
A Cerebras Systems estreou na Nasdaq na quinta-feira, 14, em Nova York, com um IPO que abriu e logo subiu cerca de 68%. A operação abriu o caminho para um valor de mercado de aproximadamente US$ 67 bilhões. Andrew Feldman, CEO e cofundador, viu sua participação avaliada em US$ 3,2 bilhões.
A empresa, criada em 2015, foca em chips de IA de grande escala e já atende OpenAI e Amazon, com contratos que reforçam sua posição no mercado de inferência de IA. O IPO é considerado o maior do ano e coloca Feldman entre os bilionários de tecnologia.
A presença de Feldman no Vale do Silício é marcada por empresas anteriores: Riverstone Networks, SeaMicro e a própria Cerebras, além de uma passagem pela AMD. Segundo registros, ele terá liberdade condicional por um motivo ligado a fraudes contábeis ocorrida há mais de uma década.
Na prática, a Cerebras difere de rivais como Nvidia ao trabalhar com chips de tamanho próximo a uma folha A4, voltados para inferência de IA, o que promete velocidades superiores para executar modelos de IA já existentes. A demanda por inferência rápida impulsiona o valuation da empresa.
Segundo autoridades regulatórias, a estreia refletiu um momento de alta valorização em chips de IA, com clientes-chave contribuindo para o crescimento. A Cerebras também destacou parcerias com grandes players de tecnologia e investimentos em capacidades de data centers.
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