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Pré-mercado: China pode comprar petróleo dos EUA; investidor teme inflação

Pré-mercado: alta do petróleo alimenta temores de inflação; possível venda de petróleo dos EUA à China eleva volatilidade e reforça expectativa de juros estáveis nos EUA

Donald Trump cumprimenta o presidente chinês Xi Jinping em Pequim (foto: Evan Vucci / Reuters)
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  • Os contratos futuros dos principais índices dos EUA caem no pré-mercado, com investidores atentos à inflação e ao rali do petróleo.
  • O presidente Donald Trump afirmou que os EUA poderiam fornecer petróleo à China para reduzir problemas de abastecimento, após visita ao país; a declaração não foi confirmada por Pequim.
  • O petróleo opera em alta, com o barril WTI perto de US$ 105, alta de cerca de 3,5%, e o Brent próximo de US$ 107.
  • Na inflação, o núcleo dos EUA (exclui alimentos e energia) ficou em 2,8% nos 12 meses até abril, abaixo dos 3,8% do índice geral no mesmo período; combustíveis e energia ajudam a pressionar preços.
  • As expectativas para a política monetária: manter os juros nos EUA nas próximas reuniões do Fomc é quase consenso, mas a possibilidade de altas futuras aumentou; a posse de Kevin Warsh como presidente do Fed também acrescenta incerteza, influenciando as quedas nas ações.

O pré-mercado de Wall Street opera em queda nesta sexta-feira, diante de temores de inflação alimentados pela alta do petróleo. A notícia de que os EUA poderiam fornecer petróleo aos chineses, para mitigar interrupções provocadas pela crise no Estreito de Ormuz, elevou as cotações da commodity e pressionou índices.

Durante a madrugada, após encerrar visita à China, o presidente Donald Trump disse, em entrevista não confirmada por Pequim, que os EUA venderiam petróleo ao país asiático. A suposta compra incluiria petróleo do Texas, Louisiana e Alasca, segundo o relato de Trump. A declaração impactou os mercados.

O barril WTI, referência nos EUA, sobe cerca de 3,5%, pouco abaixo de US$ 105. O Brent, referência internacional, avança para quase US$ 107. O movimento acompanha a percepção de subida de preços que pode afetar inflação e custos industriais.

O que isso significa para inflação e juros

Dados dos EUA indicam pressão de preços com o petróleo impulsionando insumos como plásticos e fertilizantes. O núcleo do índice de inflação, que exclui alimentos e energia, ficou em 2,8% em 12 meses até abril, contra 3,8% no índice agregado.

A inflação elevada em combustíveis contribui para altas nos preços no atacado, elevando o risco de repasse para o varejo. Analistas destacam que, apesar de o núcleo estar abaixo do total, a inflação ampla permanece uma preocupação para políticas futuras.

Expectativas de juros e mudanças no FED

O mercado projeta manter os juros nos EUA na próxima reunião do Fomc, no fim de junho, com probabilidade elevada também para a reunião de julho. A chance de manutenção subiu rapidamente, chegando a 97% na semana passada, enquanto a possibilidade de leve alta subiu para cerca de 2%.

A incerteza aumenta com a nomeação de Kevin Warsh para presidir o FED. Indicado por Trump, Warsh pode adotar postura mais branda em relação à inflação do que Jerome Powell, atual presidente, o que gera volatilidade nos ativos.

Perspectivas de mercado

Os contratos futuros de ações e o ETF EWZ iniciam a sessão com viés de baixa, diante do cenário inflacionário global e da troca de comando no FED. Investidores monitoram sinais de política monetária e movimentos da commodity.

Indicadores econômicos em foco

No Brasil, mercado acompanha números do desempenho do setor de serviços de março e do período de 12 meses. Nos EUA, é esperado avanço na produção industrial em abril, com leitura anterior negativa. Já o índice Empire State de atividade industrial para maio traz expectativa de 7,30 pontos, ante 11,00 no mês anterior.

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