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Refit nega irregularidades e diz que operação da PF favorece cartel no combustível

Refit afirma que operação da PF prejudica a concorrência e favorece cartel de três empresas já condenadas; STF bloqueia 52 bilhões e investiga ex-governador e Ricardo Magro

Refinaria de Manguinhos — Foto: Refinaria de Manguinhos
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino contra a Refit e o Grupo Fit, incluindo o ex-governador Cláudio Castro e o empresário Ricardo Magro.
  • A Refit nega irregularidades, afirma que a operação prejudica a concorrência no setor de combustíveis e que favorece um cartel formado por três grandes empresas já condenadas pelo Cade.
  • Foram bloqueados R$ 52 bilhões das empresas do Grupo Fit, e as atividades do grupo foram suspensas.
  • Ricardo Magro teve mandado de prisão cumprido; Cláudio Castro sofreu busca e apreensão.
  • A refinaria afirma que pagou cerca de R$ 1 bilhão em impostos no Rio de Janeiro no ano passado e que houve contestação tributária em andamento, alegando não ter falsificado declarações fiscais.

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Sem Refino, que mira a Refinaria Refit e envolve o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A ação também tem como alvo o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria, e o Grupo Fit. Ao todo, houve mandados de busca e apreensão e congelamento de ativos.

A PF investiga possíveis fraudes fiscais e condutas que possam configurar favorecimento a um cartel no setor de combustíveis. Castro teve busca e apreensão autorizada pelo STF. Ricardo Magro chegou a ter um mandado de prisão, mas não estava no Brasil; seu nome foi incluído na difusão vermelha da Interpol.

A Refit afirma, em nota, que as ações prejudicam a concorrência e privilegiam três grandes empresas já condenadas pelo Cade por controlarem o preço nos postos. A empresa nega envolvimento com o crime organizado e nega ter falsificado declarações fiscais.

Segundo a refinaria, as questões tributárias estão em tramitação judicial e administrativa. A gestão atual afirma ter herdado passivos de gestões anteriores e destaca que, no ano passado, pagou cerca de R$ 1 bilhão em impostos apenas no Rio de Janeiro.

A Refit também sustenta que laudos de cargas apreendidas comprovam a natureza do óleo bruto importado. A empresa critica a não realização de perícia judicial que poderia corroborar esses laudos. A defesa diz ainda que tem atuado para denunciar postos ligados a facções criminosas.

A nota menciona ainda que a Refit denunciou a Copape, produtora de gasolina ligada à Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro em postos de combustíveis vinculados a organizações criminosas como o PCC.

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