- O dólar se fortaleceu globalmente, com o índice DXY em alta semanal de 1,41%, impulsionado por expectativas de juros nos EUA, alta de petróleo e aversão ao risco.
- Entre as moedas da região, o real brasileiro e o peso chileno foram os piores, com quedas diárias de 1,46% e 1,59% respectivamente.
- No saldo da semana, o peso mexicano, o peso colombiano e o sol peruano também operaram em terreno negativo diante do dólar firme.
- Fatores externos citados incluem energia mais cara, incerteza geopolítica e dados de inflação nos EUA acima do esperado, reforçando uma política monetária americana mais restritiva.
- No curto prazo, a trajetória do dólar dependerá de novas leituras sobre taxas nos EUA, evolução do conflito no Oriente Médio e variações nos preços do petróleo e do cobre.
O dólar continua a se fortalecer globalmente, pressionando moedas da América Latina. O movimento ocorreu na sexta-feira (15), com o Real pesado e o peso chileno entre as maiores quedas entre as moedas emergentes. Fatores influentes incluem juros nos EUA, preço do petróleo e aversão a riscos.
O índice DXY teve alta semanal de 1,41%, o melhor desempenho desde março. Entre as moedas latino-americanas, o peso chileno caiu 1,59% e o real recuou 1,46%. O peso mexicano caiu 0,68%, enquanto o peso colombiano e o sol peruano registraram queda também.
Pressões externas e riscos geopolíticos
A BBVA FX Strategy aponta que a combinação de preços baixos de energia, incerteza geopolítica e a resiliência da economia norte-americana sustenta a valorização do dólar. A volatilidade do real também acompanha o ciclo eleitoral e preocupações fiscais locais, segundo analistas.
No Chile, a moeda registrou a maior perda entre as principais da região, influenciada por fatores externos e o ambiente político. Em relação ao Peru, o Banco Central manteve a taxa de juros em 4,25% pelo oitavo mês, mas o efeito sobre o câmbio é considerado limitado.
Perspectivas para câmbio e política monetária
O mercado acompanha o posicionamento do Federal Reserve, com fala de líderes ressaltando a inflação como risco central. A probabilidade de novos ajustes de juros nos EUA permanece no radar dos investidores, influenciando o fluxo de recursos para ativos emergentes.
A ebulição de fatores como o preço do petróleo e o cobre, além de tensões no Oriente Médio, continua a ditar movimentos cambiais na região. O comportamento do dólar deve seguir dependente dessas variáveis e de eventos políticos locais.
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