- A Abesata afirma que o fim da escala de trabalho 6 X 1 pode elevar o preço das passagens em até 3% (caso aprovada a mudança pelo Congresso).
- A estimativa considera aumento de até 20% nos custos com pessoal das empresas de serviços auxiliares ao transporte aéreo (Esatas).
- A Abesata reúne 13 empresas que atuam em serviços de solo, rampa, fingers, segurança, limpeza, manuseio de cargas e logística.
- O custo com pessoal representa, em média, 75% do gasto total das associadas; na prática, isso poderia elevar despesas finais em até 15%.
- No Brasil, cerca de 38.000 trabalhadores atuam nessas empresas, com maioria em jornada de 6 X 1, e 53% dos trabalhadores do setor aéreo estariam sujeitos à mudança.
As passagens aéreas podem ficar até 3% mais caras caso a PEC que encerra a escala de trabalho 6 X 1 seja aprovada pelo Congresso, segundo a Abesata, associação que representa empresas de serviços de aviação, como ground handling e operações de solo.
A entidade estima que o fim da jornada de 6 dias de trabalho elevaria os custos com pessoal das Esatas em até 20%. Esse aumento impactaria os gastos das aéreas com serviços de solo e, por consequência, o preço final dos bilhetes.
A Abesata reúne 13 empresas que atuam com atendimento de rampa, fingers, segurança, limpeza de aeronaves, manuseio de cargas, logística e armazenagem. O dado foi calculado a pedido do Poder360.
A projeção leva em conta que 75% do gasto total das associadas é com pessoal. Em um cenário de fim da escala 6 X 1, esse peso pode elevar as despesas em cerca de 15%, conforme a associação.
Com exceção da mudança do sistema de trabalho, que envolve a transição para escalas como 5 X 2, a Abesata aponta que a redução de horas semanais pode ter menor impacto operacional. O presidente Ricardo Aparecido Miguel ressalta que a maior sensibilidade ocorre na passagem de 6 dias de trabalho para formatos diferentes de escala.
Dados da Abesata indicam que, hoje, cerca de 53% dos trabalhadores do setor atuam na escala 6 X 1. O peso de custos com pessoal representa, em média, 75% do gasto das associadas, o que respalda a estimativa de alta de 3% no preço dos bilhetes.
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