- A MBRF registrou lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 26% ante igual período, impulsionado pelas exportações e pela BRF.
- A BRF manteve a rentabilidade, com margem EBITDA de 16,6% na divisão de aves e suínos, a mais lucrativa da empresa, compensando custos da bovina.
- Vendas internacionais de aves e suínos alcançaram desempenho recorde em março, com crescimento de 43% na Europa e 18% na Ásia.
- A empresa capturou R$ 126 milhões em sinergias no trimestre, cerca de 20% da meta anual, além de R$ 296 milhões em ganhos operacionais com eficiência.
- Embora haja melhoria, a alavancagem continua elevada e o fluxo de caixa é pressionado por investimentos e custos financeiros; 74% da receita é dolarizada, elevando a exposição cambial.
A MBRF, criada pela fusão entre Marfrig e BRF, começou 2026 com a operação de aves e processados como motor de rentabilidade. O lucro líquido do 1T23 foi de R$ 111 milhões, alta de 26% anual, sustentado por exportações e pela resiliência da BRF no grupo.
A BRF teve papel central, com margem EBITDA de 16,6% no trimestre, mantendo-se a unidade mais rentável da MBRF. A Marfrig, por sua vez, encara custos crescentes na operação bovina nos EUA, pressionando o resultado consolidado.
Vendas internacionais de aves e suínos tiveram desempenho recorde em março, com alta de 43% na Europa e 18% na Ásia. O avanço ajudou a equilibrar o conjunto diante da valorização do real e de custos ainda elevados.
A empresa aponta que a BRF funcionou como colchão operacional, preservando margens e fortalecendo a geração de caixa, mesmo com o cenário desafiador da bovina global. O fechamento do trimestre foi marcado pela robustez das exportações.
Sinergias da fusão ganharam impulso: a MBRF capturou R$ 126 milhões no 1T, cerca de 20% da meta anual. Outras melhorias registraram R$ 296 milhões em ganhos operacionais com eficiência interna.
Em call com analistas, o CEO Miguel Gularte disse estar otimista com os próximos trimestres e com a possibilidade de superar 2025 em 2026. O otimismo se baseia em quatro pilares estratégicos.
- Demanda global robusta por proteína animal.
- Oferta de frango mais equilibrada.
- Expansão de habilitações para exportação.
- Avanço das sinergias entre BRF e Marfrig.
Entre os pontos de atenção, a alavancagem continua elevada e o fluxo de caixa é pressionado por investimentos e custos financeiros. A operação bovina dos EUA permanece com margens comprimidas.
Além disso, 74% da receita da MBRF é dolarizada, ampliando exposição cambial e a riscos geopolíticos. A empresa afirma ter estoques e rotas alternativas para mitigar impactos logísticos diante de tensões regionais.
Sinergias e desempenho
A instituição da nova fase pós-fusão é destacada pela geração de sinergias e pela capacidade de manter margens, mesmo com desafios setoriais. A equipe executivo sustenta que as bases para 2026 já se consolidam.
Desafios e cenários
Analistas acompanham a alavancagem elevada e o custo financeiro. A dependência de mercados externos continua relevante, com a exportação como pilar de equilíbrio entre as operações.
Entre na conversa da comunidade