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Quem controla a economia de Cuba? O papel da GAESA

GAESA, conglomerado militarizado, controla de quarenta por cento a setenta por cento da economia cubana, incluindo hotéis, bancos e redes de comércio, sem auditoria estatal

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  • GAESA, conglomerado militarizado, seria a força econômica mais poderosa de Cuba, controlando entre quarenta e setenta por cento da economia do país.
  • A rede abrange hotéis, lojas de alto padrão, centros de mergulho, posto de gasolina, casas de câmbio, supermercados e o único operador de internet, via CIMEX.
  • O Banco Financiero Internacional, um dos maiores bancos do país, também está sob GAESA, fortalecendo o controle sobre reservas em moeda estrangeira.
  • O grupo funciona como “estado dentro do estado”: não permite auditoria governamental e lucros são retidos pela própria GAESA, com fluxo para o aparato militar.
  • A influência ganhou intensidade desde 2008, com a indicação de familiares e aliados próximos de Raúl Castro, enquanto o turismo e investimentos em hotéis cresceram mesmo diante de sanções e crises.

GAESA é o núcleo econômico da Cuba atual, segundo análises internacionais. A força surge de um conglomerado controlado pela defesa, operando de hotéis a postos de combustível, passando por bancos e redes de varejo. A gestão segue sob a lógica militar, com lucros retidos para o aparato estatal.

O grupo se articula por meio da CIMEX, empresa que domina desde postos de gasolina até supermercados. Entre os ativos também está o Banco Financiero Internacional, apontado como peça-chave para reservas em moeda estrangeira.

Raúl Castro promoveu o fortalecimento de GAESA desde 2008, quando assumiu a presidência. O controle passou a abranger áreas estratégicas da economia, com influência ampliada sobre decisões nacionais.

GAESA atua como um estado dentro do estado. A contabilidade não passa pela auditoria do governo e, segundo críticos, há pouca transparência sobre ganhos e operações. Lucros são preservados pelo grupo.

Desde 2011, a relação próxima entre Castros e GAESA se intensificou. O filho do casal governante foi colocado à frente de GAESA, abrindo espaço para a participação de familiares na gestão.

Mudanças recentes envolveram a designação de uma nova executiva para liderar GAESA após a morte de um líder anterior. A substituição gerou questionamentos sobre continuidade de influências dentro do aparato econômico.

A atuação de GAESA ocorre em meio a pressões econômicas externas, sanções e oscilações do turismo. Analistas apontam que o peso financeiro do grupo não se reflete de forma clara no orçamento estatal.

Dados mostram que o setor de turismo tem peso expressivo no orçamento. Em 2024, estima-se gasto considerável no setor, enquanto educação e saúde receberam uma fatia menor.

Críticos afirmam que GAESA favorece a continuidade do poder da família governante. Em paralelo, pobreza e desafios econômicos persistem na ilha, alimentando o debate sobre o modelo econômico vigente.

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