- De junho de 2024 a junho de 2025, 96% dos brasileiros fizeram compras em sites internacionais, segundo a CNDL, com Shopee em 72,8% e Mercado Livre em 63%.
- Em 12 de maio de 2026, o presidente assinou medida provisória que zerou o imposto de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50, vigente desde 1º de agosto de 2024.
- A medida tem validade de até 120 dias e precisa ser aprovada pelo Congresso; caso não seja votada, o imposto volta a vigorar.
- A cobrança da taxa, conhecida como “taxa das blusinhas”, foi alvo de críticas de indústria e varejo, que dizem que a mudança beneficia empresas estrangeiras.
- Entidades como a Confederação Nacional da Indústria e a Abit criticaram a revogação, apontando impactos negativos à arrecadação, à indústria nacional e aos empregos.
O estudo mais recente da CNDL mostra que Shopee e Mercado Livre são os marketplaces internacionais mais usados pelos brasileiros para compras online, no período de junho de 2024 a junho de 2025. O levantamento envolve 1.094 entrevistas.
Entre os respondentes, 72,8% compraram pela Shopee; 63% citaram o Mercado Livre. Em seguida aparecem Amazon (38,5%), Shein (37,1%), AliExpress (9,1%) e Temu (8,9%). O trabalho aponta alta adesão a lojas internacionais mesmo com a cobrança.
96% dos brasileiros fizeram compras em sites estrangeiros no intervalo, mesmo com a taxa de importação. A cobrança entrou em vigor em 1º de agosto de 2024.
De 2024 para 2025, a parcela que compra em sites internacionais caiu de 97,6% para 95,8%, uma variação de quase 2 pontos. Em contrapartida, o uso de sites nacionais recuou de 89% para 70,9%.
A assinatura da medida provisória pelo presidente Lula ocorreu em 12 de maio de 2026, em uma reunião fechada. A norma zerou o imposto de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50, o que já está valendo.
O texto estabelece que o ICMS continua sendo cobrado conforme o estado, sem alteração pela nova regra. A MP tem validade de até 120 dias, cabendo ao Congresso sua aprovação.
Repercussões econômicas
A indústria Nacional, em nota, afirma que a medida beneficia plataformas estrangeiras e prejudica fabricantes locais, sobretudo micro e pequenas empresas. A expectativa é de impacto sobre empregos e arrecadação.
A Abit classificou a revogação como equivocada, ressaltando desigualdade tributária entre empresas nacionais e internacionais. A Abvtex também criticou a decisão e pediu medidas compensatórias.
Autores da pauta destacaram que a mudança pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal mostram crescimento na receita de impostos de janeiro a abril de 2026, frente ao mesmo período de 2025.
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