- O Brasil abriga gigantes de Jesus que vão além da religião, impulsionando turismo e economia; estudo aponta que o segmento movimentou cerca de R$ 15 bilhões em 2025 e atraiu cerca de 17,7 milhões de viajantes.
- Cristo Luz, em Balneário Camboriú (Santa Catarina), tem 33 metros de altura, fica a 150 metros do nível do mar, pesa 528 toneladas e funciona como farol com vista para a cidade.
- Cristo Rei de Colatina (Espírito Santo) tem 35,5 metros de altura, foi inaugurado em 1975 e permite observar o traçado do Rio Doce a partir do mirante.
- Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, mede 38 metros da estátua, fica no topo do Corcovado a 709 metros de altitude e foi inaugurado em 1931; reconhecido pela Unesco e considerado patrimônio da cidade.
- Cristo Protetor, em Encantado (Rio Grande do Sul), é o maior monumento do Brasil, com 43,5 metros de altura total; inaugurado em 2019, impulsionou o turismo no Vale do Taquari.
O Brasil abriga monumentos de Jesus Cristo que vão além da fé, tornando-se símbolos culturais e atrações turísticas de alcance internacional. As estátuas ficam em morros, montanhas e vales, atraindo visitas e eventos religiosos.
Os gigantes de concreto e aço impressionam pela arquitetura e pelas vistas que oferecem. Além da importância religiosa, o turismo religioso impulsiona a economia de dezenas de cidades com hotéis, restaurantes e serviços ligados ao setor.
Segundo dados de 2025 do Ministério do Turismo, o segmento movimentou cerca de R$ 15 bilhões e recebeu aproximadamente 17,7 milhões de viajantes. Os monumentos de Cristo respondem por boa parte desse fluxo.
O presidente do Embratur, Marcelo Freixo, afirma que o turismo religioso gera empregos, renda e visibilidade para destinos nacionais, fortalecendo pequenas empresas e cadeias produtivas locais.
Cristo Luz ilumina Balneário Camboriú
O Cristo Luz, em Balneário Camboriú (SC), tem 33 metros de altura e fica 150 metros acima do nível do mar. A obra funciona como farol, com um canhão de luz que representa o sol e oferece vista panorâmica da cidade.
Segundo a prefeitura, o Cristo Luz é um dos pontos turísticos mais populares da cidade, situado no Morro da Cruz e com visão da orla, dos arranha-céus e da Mata Atlântica ao redor. O espaço recebe visitantes de diversas regiões.
O diretor do Complexo Turístico Cristo Luz, Mario Zeferino Vaz Pretto, destaca o papel cultural e social do monumento, além de contribuir para a economia local por meio do turismo.
Cristo Rei de Colatina
O Cristo Rei de Colatina, no Espírito Santo, tem 35,5 metros de altura total, com 20 metros da estátua e 15,5 metros de pedestal. O projeto foi assinado pelo escultor Antonio Francisco Moreira e inaugurado em 1975.
A administração do complexo turístico ressalta que, do mirante, é possível acompanhar o traçado do Rio Doce e a paisagem do interior capixaba, conectando fé e turismo na região.
Cristo Redentor no Rio de Janeiro
O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, tem 38 metros de altura da estátua e 8 metros de pedestal, com 28 metros de largura entre os braços. Localiza-se no alto do Corcovado, a 709 metros de altitude.
Projetado por Heitor da Silva Costa e esculpido por Paul Landowski, o monumento foi inaugurado em 1931. Em 2007 integrou as Sete Maravilhas do Mundo Moderno, e, em 2012, foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.
Cristo Redentor de Elói Mendes
Em Elói Mendes (MG), o Cristo Redentor tem 39,5 metros de altura total, com 31,5 metros da estátua e 8 metros de pedestal. A obra inclui acesso interno para mirante e fica no topo de um morro, às margens da BR-491.
O escultor Markus Moura comenta ter sido sua primeira obra de Cristo, destacando a integração entre fé, contemplação e paisagem cafeeira da região.
Cristo Protetor de Encantado
Encantado (RS) abriga o Cristo Protetor, o maior monumento de Cristo do Brasil, com 43,5 metros de altura total, sendo 37,5 metros da estátua e 6 metros de pedestal. Fica no Morro das Antenas, a cerca de 145 km de Porto Alegre.
A obra, de Markus Moura, conta com um mirante no interior da estátua, oferecendo vista para o Vale do Taquari. Empreendedores locais financiaram a construção, iniciada em 2019, e o monumento estimulou a economia regional com mais opções de hospedagem e alimentação.
As estruturas destacadas demonstram como o turismo religioso molda o cenário cultural e econômico brasileiro, conectando fé, patrimônio e desenvolvimento regional.
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