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Agronegócio planeja reformular Plano Safra para evitar inadimplência

Lideranças do agronegócio pressionam por reformas no Plano Safra 2026/2027, com Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) e orçamento plurianual para reduzir inadimplência e ampliar crédito

Plano Safra 2026/2027 deve ser anunciado pelo governo federal em junho (Foto: Michel Willian/Gazeta do Povo/Arquivo)
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  • Lideranças do agronegócio e parlamentares pressionam o governo por mudanças no Plano Safra 2026/2027, citando dívidas de aproximadamente R$ 800 bilhões e juros altos, com proposta de novo modelo de financiamento e um fundo garantidor.
  • O Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) seria criado com aporte inicial de R$ 20 bilhões do governo, atuando como seguro para bancos para oferecer prazos maiores e taxas menores, facilitando renegociação de dívidas pelos produtores.
  • A CNA defende orçamento plurianual, para que o Plano Safra tenha continuidade por vários anos e não dependa de anúncios anuais e cortes imprevisíveis.
  • A Lei do Agro 3, um pacote de propostas, visa atrair dinheiro privado ao campo, modernizando a CPR (Cédula de Produto Rural) e podendo trazer até R$ 800 bilhões em investimentos de privados e estrangeiros.
  • O governo sinalizou apoio às medidas, incluindo o fundo garantidor, mas aponta foco recente em pequenos produtores pelo Pronaf; para médios e grandes há entraves fiscais para liberar recursos, e Lula decidirá valores e juros no anúncio de junho.

Lideranças do agronegócio e parlamentares pressionam o governo federal por mudanças estruturais no Plano Safra 2026/2027. O objetivo é enfrentar dívidas próximas de R$ 800 bilhões e juros elevados, com propostas de novos modelos de financiamento e a criação de um fundo garantidor para sustentar a produção no Brasil.

O setor classifica o modelo atual de subsídios como esgotado. Mesmo com anúncio de mais de R$ 500 bilhões pelo governo, juros baixos foram garantidos para menos de um quarto do valor. Sem garantias reais, produtores enfrentam custos altos e preços baixos no escoamento da safra.

A CNA defende um orçamento plurianual, buscando continuidade do planejamento além de um anúncio anual do Safra. A ideia é manter recursos disponíveis durante todo o ciclo de plantio e colheita, evitando interrupções.

Fundo Garantidor proposto

A senadora Tereza Cristina propõe o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) para a agricultura, com aporte inicial de R$ 20 bilhões do governo. O fundo atuaria como seguro para bancos, reduzindo o risco de inadimplência e permitindo prazos maiores e taxas menores aos produtores.

Orçamento plurianual

Segundo a CNA, o Plano Safra deveria ter continuidade de financiamento por vários anos, não apenas como programa anual. A continuidade favoreceria planejamento de produtores, com disponibilidade de recursos anunciados em junho ao longo do ciclo agrícola.

Lei do Agro 3

A proposta permite atrair capital privado para o campo, incluindo investidores e fundos estrangeiros. A modernização de instrumentos como a Cédula de Produto Rural busca ampliar a participação do mercado de capitais no financiamento do agro, buscando até R$ 800 bilhões.

Posicionamento do governo

O ministro da Agricultura, André de Paula, e o vice-presidente Geraldo Alckmin apoiam as medidas, incluindo o fundo garantidor. O governo revela foco recente nos pequenos agricultores (Pronaf). Para médios e grandes, há entraves fiscais para liberar recursos, segundo autoridades.

A decisão final sobre valores e taxas caberá ao presidente Lula, com anúncio esperado em junho. O tema permanece em negociação entre Poder Executivo, Congresso e setores produtivos.

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