- Petrobras ficou em segundo lugar entre as petroleiras mais lucrativas no 1º trimestre de 2026, com lucro líquido de US$ 6,2 bilhões, atrás da Saudi Aramco.
- Em reais, o lucro caiu 7,2% em relação ao mesmo trimestre de 2025, para R$ 32,7 bilhões, embora tenha aumentado em dólar devido à valorização do câmbio.
- A margem de lucro da Petrobras foi de 26,4% da receita, a segunda maior entre as grandes empresas analisadas.
- A Saudi Aramco teve lucro líquido ajustado de US$ 33,6 bilhões; ExxonMobil e Chevron recuaram no ranking, com a Exxon citando efeitos de hedge e câmbio, e a Chevron apresentando provisão jurídica de US$ 360 milhões.
- O impacto da guerra no preço do petróleo deve aparecer mais no 2º trimestre; o Brent médio ficou em US$ 80,60 por barril no trimestre, com elevações acima de US$ 100 no fim do período. A Petrobras informou pagamento de R$ 72,4 bilhões em tributos/royalties e aprovação de R$ 9 bilhões em dividendos.
A Petrobras foi a segunda petroleira mais lucrativa do mundo no 1º trimestre de 2026, com lucro líquido de US$ 6,2 bilhões, segundo levantamento do Poder360 com base em balanços de grandes companhias. A Aramco, da Arábia Saudita, ficou em primeiro lugar.
No Brasil, o resultado em reais caiu 7,2% na comparação anual, para R$ 32,7 bilhões no trimestre, após R$ 35,2 bilhões em 2025. A diferença entre dólar e real ajudou a transformar ganhos em dólar em crescimento frente ao ano anterior.
Além do lucro, a Petrobras teve margem líquida de 26,4% da receita, a segunda maior entre as grandes petroleiras analisadas, mesmo com receita menor que ExxonMobil e Shell.
Ranking global e comparações
A Saudi Aramco apresentou lucro líquido ajustado de US$ 33,6 bilhões, quase cinco vezes o da Petrobras, mantendo a liderança. ExxonMobil e Chevron perderam posições em relação ao 1T de 2025, segundo o mesmo estudo. A Petrobras ficou entre as empresas com melhor lucratividade entre as analisadas.
Fatores e impactos operacionais
O balanço da Petrobras ainda não reflete integralmente o ganho potencial derivado da guerra entre EUA, Israel e Irã, cuja volatilidade elevou o preço do petróleo. A empresa sinalizou que o efeito pode aparecer com mais força no 2º trimestre, conforme exportações avançam e há defasagem de cotações.
O Brent médio ficou em US$ 80,60 por barril no trimestre, com pressões mais fortes no fim do período. Caso o cenário se mantenha, a Petrobras pode capturar maior parte desse ajuste nos próximos trimestres, especialmente nas receitas de exportação.
Perspectivas e tributos
O desempenho da Petrobras influencia a economia brasileira ao ampliar investimentos e o pagamento de dividendos. No 1º trimestre, a empresa informou pagamento de tributos, royalties e participações especiais no total de R$ 72,4 bilhões, além de aprovação de R$ 9 bilhões em dividendos.
Observação metodológica
O estudo do Poder360 usa balanços do 1º trimestre de 2026 e compara o lucro líquido atribuído aos acionistas da controladora, padrão adotado para padronizar as máscaras entre empresas. Lucros ajustados não foram considerados.
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