- O dólar à vista fechou em 4,9987 reais, queda de 1,34% e recuo de 8,93% no ano.
- O dólar futuro para junho ficou em 5,0150 reais, queda de 1,17%.
- O movimento ocorreu após o anúncio de Trump de adiar ataque militar contra o Irã, gerando alívio temporário nos mercados.
- O recuo também refletiu ajustes técnicos após a alta recente, com melhoria do ambiente externo.
- O índice do dólar caiu 0,38%, a 98,978, e o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional.
O dólar fechou em queda firme nesta segunda-feira, abaixo de R$ 5,00, após o anúncio de que o ataque militar contra o Irã, previsto para ocorrer nesta terça, foi adiado. A cotação à vista caiu 1,34%, para R$ 4,9987.
O recuo do dólar acompanhou a fraqueza frente outras moedas de emergentes. O contrato futuro de junho, o mais líquido no Brasil, operava em queda de 1,17%, a R$ 5,0150, às 17h04.
Ao longo da sessão, o dólar apresentou queda gradual no país, refletindo ajustes técnicos após alta recente e movimentos externos que atenuaram o tom de risco. Comentários de especialistas sugerem que o ambiente externo também contribuiu para a reversão.
A motivação interna ficou associada a um ajuste após notícias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, com informações de divulgadas pela imprensa considerada não confirmadas pelo governo. A defesa de Flávio negou irregularidades, afirmando apenas ter buscado financiamento privado para um projeto audiovisual sobre o pai.
O clima de alívio parcial veio com o anúncio de Trump de adiar o ataque ao Irã, apesar de o conflito no Estreito de Ormuz manter tensão nas rotas de navegação. Investidores passaram a monitorar sinais de distensão entre EUA e Irã e o impacto sobre commodities e juros.
À tarde, o dólar atingiu a cotação mínima de R$ 4,9957 (queda de 1,40%) e fechou pouco acima desse patamar. O recuo acompanhou fraqueza da moeda americana ante outras divisas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano.
O câmbio brasileiro também acompanhou o movimento do Índice do Dólar (DXY), que cayó, com a moeda norte-americana recuando frente uma cesta de divisas fortes. O dólar fechou o dia com viés de baixa em meio a ajustes técnicos e ao alívio parcial externo.
No balanço da sessão, o mercado observou a atuação do Banco Central, que negociou swap cambial tradicional para rolar vencimento de 1º de junho, sem impacto imediato sobre as cotações. A divulgação do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) ficou abaixo das expectativas, com queda de 0,7% em março frente fevereiro.
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