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Esvaziamento da Cracolândia preocupa comerciantes com queda de clientes

Um ano após o esvaziamento da Cracolândia, lojistas relatam pouca recuperação de vendas e fechamento de lojas, com ações públicas voltadas à requalificação do centro

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  • Um ano após o esvaziamento da Cracolândia, lojistas da região central de São Paulo relatam pouca melhora nas vendas perto da Rua dos Protestantes, na Santa Ifigênia.
  • O comerciante Antônio Francisco da Costa, o Seu Toninho, afirma que clientes não voltam e que a loja sobrevive principalmente com vendas online.
  • Toninho e o filho passaram a gastar cerca de R$ 5 mil entre aluguel e IPTU para manter o ponto.
  • O governo estadual diz atuar para estimular a economia no centro e reduzir a violência, enquanto a Prefeitura afirma realizar ações de requalificação e apoio aos comerciantes.
  • Observa-se deslocamento de usuários para bairros vizinhos e queda de movimento na região da Luz, com autoridades destacando queda de roubos no centro.

O comércio da região central de São Paulo ainda luta para recuperar clientes após o esvaziamento da Cracolândia, ocorrido há cerca de um ano. Lojistas relatam pouca melhora nas vendas perto do último ponto de atuação dos usuários.

Na galeria próxima à Rua dos Protestantes, em Santa Ifigênia, Antônio Francisco da Costa, o Seu Toninho, mantém as portas abertas, mas aponta queda de demanda. Ele afirma que muitos clientes não voltam e que metade de sua atividade depende de vendas online.

Toninho diz que, desde a transferência do fluxo para bairros vizinhos, o movimento diminuiu. O comerciante, com 73 anos, relata que o aluguel e o IPTU estão entre os maiores custos, que chegam a cerca de R$ 5 mil. Ele cogita mudar de ponto.

Cenário atual e perspectivas

A região passou a registrar retração de clientes desde a chegada do fluxo da Cracolândia, em 2023. Pequenos grupos de usuários ainda aparecem, mas não rendem compras significativas, segundo lojistas da área.

Edna de Souza, proprietária de loja há 34 anos, expressa apreensão com planos de transferência da sede estadual para a região. Ela cita o fechamento de várias lojas históricas e teme pelo futuro do comércio local.

O governo estadual afirma que não houve dispersão da Cracolândia e que atua para estimular a economia do centro, com foco na reocupação qualificada e geração de empregos. A prefeitura diz manter ações integradas de requalificação urbana.

Dados e avaliação dos comerciantes

Segundo dados da Secretaria de Segurança, houve queda nos roubos na região do último fluxo, com 3.º Distrito Policial registrando redução de 23,6% nos crimes nesse tipo e 17% em furtos no primeiro trimestre deste ano, comparado ao mesmo período de 2023.

Joseph Riachi, presidente da União Santa Ifigênia, ressalta que a segurança melhorou, mas a recuperação do fluxo de clientes ainda é tímida. Ele cobra ações adicionais para impulsionar o comércio local.

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