- A Receita Federal fechou dois shoppings no Brás, em São Paulo, na operação Desvio de Rota contra mercadorias irregulares.
- A ação, com duração prevista de duas semanas, não registrou prisões e vai fiscalizar mais de dois mil estabelecimentos.
- A expectativa é apreender cerca de R$ 300 milhões em mercadorias irregulares, incluindo camisas de times, calçados falsificados, cigarros eletrônicos e perfumes.
- Os shoppings permanecerão fechados durante a fiscalização; lojistas podem apresentar documentação para regularizar produtos e, se aprovados, as mercadorias são liberadas após vistoria.
- A Receita Federal ressalta que o Brás é um polo de contrabando, descaminho e pirataria, causando prejuízos e impactos a outros crimes; a Associação de Lojistas do Brás informou que os shoppings interditados não são associados.
A Receita Federal fechou dois shoppings no Brás, região central de São Paulo, nesta segunda-feira (18), em operação contra comércio irregular. A ação chamada Desvio de Rota visa combater mercadorias falsificadas, importadas sem controle aduaneiro e itens proibidos no Brasil. Não houve prisões até o momento.
A operação terá duração de duas semanas e envolve 95 servidores. Ao todo, mais de 2.000 lojas devem ser fiscalizadas, com balanço consolidado do volume de mercadorias retidas ainda a ser divulgado. A estimativa oficial é de cerca de R$ 300 milhões em mercadorias apreendidas ao longo da operação.
Entre os itens apreendidos no primeiro dia estão camisas falsas de times de futebol, além de calçados falsificados, cigarros eletrônicos e perfumes. A Receita não confirmou quais shoppings foram alvo, mas informou que permanecerão fechados durante todo o período de fiscalização.
Produtos apreendidos
A auditora fiscal Fernanda Avendanha explicou que lojistas podem apresentar documentação para comprovar a regularidade dos produtos. Nesses casos, a mercadoria pode ser liberada após vistoria.
A Receita reforçou que a região do Brás é um polo de mercadorias irregulares, alimentando contrabando, descaminho e falsificação. Segundo a autoridade, as mercadorias geram prejuízos fiscais e riscos à saúde pública, além de favorecer crimes como lavagem de dinheiro e exploração de trabalho.
A Alobrás, associação que reúne lojistas do Brás, afirmou acompanhar a operação e disse que os shoppings interditados não são associados à entidade. A entidade ressaltou que a maioria dos associados atua na fabricação e venda de moda nacional e que a ação visa fortalecer a concorrência leal.
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