- Santander reduziu o preço-alvo das ADRs da Embraer de US$ 90 para US$ 86 no fim de 2026, mantendo recomendação de compra e classificação outperform; o papel está perto de US$ 55.
- A decisão veio após atualização de estimativas com base nos resultados do primeiro trimestre, com revisão para baixo neste ano, mas com convicção positiva sobre a empresa.
- Principais riscos citados: atrasos na cadeia de suprimentos (particularmente motores Pratt & Whitney), avanço da competição, desaceleração do PIB, apreciação do real e redução de pedidos no segmento Defesa & Segurança.
- O índice do Santander aponta que a Embraer ainda é negociada com desconto de cerca de 39% frente às principais concorrentes globais do setor aeroespacial.
- Para a EVE, o Santander reduziu o preço-alvo de US$ 9 para US$ 8, mantendo outperform, com base em quatro pilares: oportunidade no mercado de mobilidade aérea urbana, histórico de apoiadores na indústria, projeto bem financiado e potenciais retornos em cenários favoráveis.
O Santander revisou para baixo o preço-alvo das ADRs da Embraer, mantendo a recomendação de compra e a classificação de desempenho acima do índice. A mudança acompanha resultados do primeiro trimestre e não altera a visão positiva sobre o setor aeronáutico, segundo relatório divulgado no fim de semana.
A Embraer teve o preço-alvo dos ADRs reduzido de US$ 90 para US$ 86, com a avaliação mantida como outperform. O papel da empresa brasileira estava sendo negociado próximo de US$ 55 no momento da divulgação. Os analistas destacaram que, mesmo com cortes nas estimativas deste ano, continuam confiantes no posicionamento da Embraer.
Entre os riscos apontados estão atrasos na cadeia de suprimentos, sobretudo de motores Pratt & Whitney, maior competição, desaceleração econômica e variações cambiais. O banco também citou queda de pedidos no segmento de Defesa & Segurança como fator relevante.
Segundo o relatório, a Embraer segue negociada com desconto em relação a concorrentes do setor aeroespacial, segundo o índice próprio Santander Aerospace. Mesmo com o desconto, o banco aponta ganhos de participação de mercado na aviação executiva e encomendas relevantes do C-390 para os próximos anos.
No entender dos analistas, o conflito no Oriente Médio cria uma janela de oportunidades para as ações da Embraer, com avaliações sobre a demanda de aeronaves de defesa. Eles estimam que 349 aeronaves C-390 poderiam ser vendidas para países da Otan até 2035, o que elevou a carteira de pedidos potencial em até US$ 42 bilhões.
Sobre o mercado de jatos executivos, a equipe de análise aponta que uma cadência estável de vendas global ficaria em torno de 660 aeronaves por ano, abaixo das entregas de 2025 que ficaram acima de 850 unidades. Concluem que a Embraer está bem posicionada para continuar colhendo ganhos na atual fase de demanda.
Carros voadores
A EVE, companhia de aeronaves elétricas, teve o preço-alvo reduzido de US$ 9 para US$ 8, mantendo a recomendação de outperform. O Santander manteve visão positiva com base em quatro pilares: grande potencial do mercado de mobilidade aérea urbana, histórico de interesse da indústria e apoio da Embraer, financiamento ativo e potenciais retornos significativos em cenários favoráveis.
Os analistas observaram que o projeto de eVTOL da EVE, ainda incipiente, conta com o histórico da Embraer para reduzir riscos em cenários adversos. A revisão das estimativas ocorreu após atualização macroeconômica do Santander e novas perspectivas do setor, bem como as diretrizes orçamentárias da indústria aeronáutica.
A divulgação foi feita pela Bloomberg Línea, citando fontes internas do Santander. As informações destacam a continuidade da visão positiva para o setor aeronautico, com ajuste pontual nas projeções de ambas as empresas analisadas.
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