- A Capim anunciou a aquisição da Dental Office, operação que envolve a Stone na venda de participação na startup de odontologia.
- Os termos financeiros não foram divulgados e as empresas mantêm os sistemas separados, com a Dental Office mantendo a gestão independente sob Roger André Hitz.
- A Stone possuía cerca de 20% da Dental Office, investida entre 2020 e 2021 como parte de uma carteira de startups.
- A Capim prevê conectar os clientes da Dental Office às soluções da Capim, incluindo financiamento ao paciente e maquininha, em mais de 12 mil clínicas no país.
- Pessoas próximas dizem que, com a Dental Office, a Capim pode superar 50 milhões de reais em receita anual; a Stone vem reduzindo participações para focar no core business.
A Capim, fintech voltada a soluções financeiras para o setor odontológico, anunciou a aquisição da Dental Office. A operação marca a venda de parte da participação da Stone na startup, confirmando o movimento de desinvestimento da empresa entre 2020 e 2021. Os termos financeiros não foram divulgados.
A Dental Office permanece operando de forma independente, com a gestão de Roger André Hitz, fundador e CEO da empresa, segundo comunicado conjunto. A Capim já atua no mercado odontológico e, com a transação, integra clientes da Dental Office às suas soluções, incluindo financiamento de pacientes e a maquininha, presentes em mais de 12 mil clínicas em todo o país.
A captação de recursos da Capim no ano passado foi de US$ 27 milhões, com aporte de Valor Capital, QED Investors e participação de Endereor, Credit Saison e Actyus. A operação também envolve a possibilidade de integração de dados e séries de serviços entre as duas empresas, mantendo a Dental Office como unidade autônoma.
Stone e Dental Office tinham relação desde 2020, quando a Stone investiu cerca de 20% da participação na startup para ampliar atuação além da aquisição de serviços de pagamento. Fontes próximas ao assunto sugerem que o investimento visava inserir serviços financeiros ao portfólio da Dental Office, mas o projeto não decolou.
Segundo fontes, a transação ocorreu em condições atrativas para a Stone, em linha com o foco da companhia em ativos core. A operação é parte de uma reavaliação de portfólio da Stone, que tem ajustado suas operações face a pressões de mercado e à recente revisão de ratings de analistas.
Informações públicas apontam que a Stone registrou no primeiro trimestre lucro líquido ajustado de 549,1 milhões de reais, alta de 3,5% ante o mesmo período de 2025, e uma receita de 3,57 bilhões de reais, alta de 6,5% na comparação anual. A carteira de desinvestimentos da empresa já incluiu, em julho, a venda da Linx para a Totvs em 3,05 bilhões de reais.
A Capim informou que continuará avaliando seu portfólio de participações, com foco no core business de serviços financeiros. A Stone, por sua vez, não comentou detalhes adicionais sobre a operação.
A assessoria jurídica da Capim ficou a cargo da Lefosse, enquanto a Dental Office contou com Oliverio Advogados e NewHarbour Partners para assessoria financeira. A transação não traz detalhes sobre o tamanho da empresa após a aquisição.
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