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Ata do Fed aponta risco de inflação persistente

Ata do Fed aponta inflação resistente, com pressão de energia e conflito no Oriente Médio; juros seguem em 3,5%-3,75% e podem subir

Foto: Divulgação/Fed
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  • A ata do Fomc indica que a maioria dos dirigentes considera possibilidade de elevar os juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2%.
  • O documento aponta preocupação com os efeitos da alta de energia e do conflito no Oriente Médio sobre a inflação.
  • Alguns membros avaliam que a inflação pode permanecer elevada por mais tempo; energia continua pressionando transporte, frete e passagens aéreas; tarifas comerciais e investimentos em IA também podem manter a pressão.
  • A maioria manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% na reunião de 28 e 29 de abril; quase todos apoiaram a manutenção, apenas um defendia corte de 0,25 ponto.
  • O Fed afirma que a economia dos EUA segue em expansão sólida, com consumo das famílias resiliente e investimentos em tecnologia; há riscos no mercado de trabalho e possibilidade de cortes em 2026 se inflação desacelerar.

O conteúdo da ata do FOMC, divulgada nesta quarta-feira (20), mostra que a maioria dos dirigentes do Federal Reserve considera possível elevar os juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2%. O documento ressalta preocupações com energia e com o conflito no Oriente Médio sobre a inflação nos EUA.

Não houve confirmação de data da próxima decisão, mas a ata aponta que muitos membros defendem manter a taxa elevada por mais tempo para que a inflação retorne à meta. A possibilidade de alta poderia ocorrer se as pressões inflacionárias persistirem.

Além disso, a ata registra que tarifas comerciais e investimentos ligados à inteligência artificial podem sustentar pressões de preço nos próximos meses. O grupo também observou que o conflito geopolítico aumentou a incerteza econômica global.

Juros seguem inalterados

Apesar do cenário de pressão, o Fed manteve a faixa de juros entre 3,5% e 3,75% na reunião de 28 e 29 de abril. Quase todos os dirigentes apoiaram a manutenção, com apenas um defendendo um corte de 0,25 ponto.

Muitos membros indicaram preferência por sustentar juros elevados por mais tempo para conter a inflação. A estratégia visa assegurar que os próximos resultados da inflação confirmem a convergência para a meta.

Economia dos EUA segue resiliente

O Fed afirma que a economia norte-americana continua em expansão sólida. O consumo das famílias permanece estável e os investimentos em tecnologia seguem fortes.

Entretanto, integrantes destacaram riscos no mercado de trabalho. Sinais de desaceleração em contratações e maior cautela das empresas foram mencionados em meio à incerteza econômica.

O documento indica que cortes de juros poderão ocorrer em 2026 caso a inflação desacelere com consistência ou o mercado de trabalho perca força.

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