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CVaR: mudanças na conta de luz em 2027

Governo avalia reduzir CVaR e pode gerar economia de até 0,98% nas tarifas, mas divide setor sobre segurança hídrica em períodos de seca

(Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil)
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  • Governo discute alterar o CVaR, parâmetro de aversão ao risco na operação do sistema elétrico, para o período a partir de 2027, avaliando reduzir de CVaR 15/40 para 15/35 ou 15/30.
  • A mudança pode diminuir custos e tarifas, com entidades de consumidores sugerindo economia bilionária e redução de até cerca de 0,98% nas tarifas.
  • Redução do CVaR pode reduzir o acionamento de termelétricas caras, impactando o custo da energia para consumidores.
  • Segurança energética é ponto de debate: há preocupação com desabastecimento em secas severas; votação foi adiada para novas análises pelo ONS e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
  • Decisão sobre o CVaR afeta o PLD, contratos de energia e a tarifa final, influenciando inflação, competitividade e custo de vida.

O governo federal avalia a possibilidade de mudar o CVaR, parâmetro que define o nível de risco aceito na operação do sistema de energia. A análise está sob o guarda‑chuva do CMSE, ligado ao Ministério de Minas e Energia, e pode influenciar tarifas a partir de 2027.

O CVaR mede quanto o sistema deve preservar água nas hidrelétricas em cenários de pouca chuva. Quanto maior a cautela, maior a preservação, porém maior o acionamento de termelétricas, elevando custos.

Atualmente, o setor usa o modelo CVaR 15/40. A proposta é reduzir para 15/35 ou 15/30, o que entidades de consumidores dizem reduzir tarifas e custos de geração.

Impacto financeiro e tarifas

A mudança poderia reduzir o custo do sistema elétrico segundo avaliações de entidades do setor, como a Abraceel, que projeta queda de tarifas de até 0,98%. O argumento é frear o uso excessivo de termelétricas preventivas.

Por outro lado, parte do setor sustenta que reduzir o CVaR aumenta o risco de desabastecimento em períodos de seca severa. A comparação com a crise hídrica de 2021 é citada para sustentar esse temor.

A decisão envolve segurança energética e custo para famílias, empresas e produtores. Em maio, o governo adiou a votação e solicitou novas análises ao ONS e à CCEE antes de definir o caminho escolhido.

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