- O economista Adolfo Sachsida prepara o “Projeto Brasil” para subsidiar o plano econômico de Flávio Bolsonaro, com minutas de atos legislativos e decretos para 2027.
- O diagnóstico central aponta que, entre 2023 e 2026, foram criados ou aumentados 27 tributos, elevando a carga tributária a 32,4% do PIB, e a dívida pública subiu de 71,7% para 80,1% do PIB.
- O plano defende manter programas sociais, como Bolsa Família, e estabelecer uma âncora fiscal baseada na relação dívida/PIB para controlar a inflação e proteger a renda dos mais pobres.
- Propõe reduzir o peso do Estado via privatizações, auditoria de subsídios e digitalização de serviços, além de extinguir privilégios de grupos de interesse e ampliar a concorrência.
- Prevê medidas para 2027, como fim da paralisia regulatória, desregulação em setores estratégicos e promoção de um ambiente de investimentos estável, com foco na eficiência privada e na segurança jurídica.
O economista Adolfo Sachsida, ex-ministro de Bolsonaro, desenvolve um plano econômico para o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). O conceito, chamado Projeto Brasil, discute uma ruptura com o modelo de expansão estatal e visa financiar programas sociais com controle fiscal mais rígido. A equipe prepara minutas para 2027 caso haja vitória de Flávio.
A proposta sustenta que responsabilidade fiscal não é inimiga da proteção social e defende a continuidade de programas como o Bolsa Família. O foco é estabilizar as contas públicas por meio de uma âncora fiscal baseada na relação dívida/PIB, reduzindo gastos e ampliando a eficiência do Estado.
Segundo apuração, dezenas de especialistas estão trabalhando em medidas legislativas e decretos que poderiam ser implementados logo no início da próxima gestão. Sachsida atua ativamente, mantendo vínculo com Bolsonaro em dias de agenda institucional, e não comentou o assunto. Flávio ainda precisa decidir se adota formalmente o conjunto de propostas.
Detalhes do Projeto
O plano propõe substituir metas de resultado primário por uma âncora fiscal, com restrição real ao crescimento do gasto. A ideia é conter a trajetória da dívida sem ampliar déficits, mantendo a inflação sob controle.
Caminhos para reduzir carga tributária
Entre as opções estão privatizações, auditorias para eliminar subsídios ineficientes e uma digitalização ampla dos serviços públicos, com o objetivo de ampliar transparência e reduzir o custo Brasil.
Papel do setor privado
A proposta aponta para a liderança do setor privado no crescimento, com o Estado assegurando estabilidade macro e infraestrutura essencial, além de incentivar concorrência e igualdade de oportunidades.
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