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Reforma tributária altera rotina de empresas e acende alerta ao Simples Nacional

Reforma tributária exige atualização de NF-e, ERP e contratos; split payment poderá reorganizar fluxo de caixa e impactar competitividade do Simples Nacional

Foto: Gerada por IA
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  • A Reforma Tributária substitui cinco tributos sobre o consumo por um IVA Dual, composto pela CBS (competência federal) e pelo IBS (competência compartilhada entre estados e municípios), com transição gradual até 2033.
  • Empresas precisarão atualizar NF-e, NFC-e e outros documentos, além de ERPs, PDVs e leiautes, sob risco de rejeição de notas pela Sefaz se não houver adequação.
  • O split payment separa CBS e IBS no momento da liquidação, impactando o fluxo de caixa e exigindo renegociação de prazos com fornecedores e contratos com clientes.
  • Em fase de teste, a CBS fica em 0,9% e o IBS em 0,1% (total de 1%), sem objetivo de aumentar a carga tributária; os valores podem ser compensados com PIS e Cofins existentes.
  • O Simples Nacional é preservado, com a mesma alíquota e limite de faturamento, mas há preocupação com a competitividade no mercado B2B; o consumidor verá o imposto destacado na nota.

A Reforma Tributária força mudanças na rotina operacional das empresas brasileiras, com foco na substituição de tributos incidentes sobre o consumo por um IVA Dual. O processo, em fase de implementação gradual até 2033, exige adaptações em sistemas, notas fiscais, contratos e gestão de caixa. O objetivo é tornar o sistema mais transparente para o consumidor sem alterar imediata a cobrança.

Segundo Rômulo Martins, advogado tributarista, a mudança representa uma das maiores reestruturações recentes do sistema fiscal. Ele destaca que a transição impõe revisão de documentos fiscais, calibração de ERPs e adequação de leiautes para CBS e IBS. Empresas devem se preparar para evitar rejeições de notas pela Sefaz e problemas de conformidade.

O que muda na prática com a Reforma Tributária

A principal alteração é operacional: NF-e, NFC-e e demais modelos precisarão incluir campos específicos de CBS e IBS. Os impactos financeiros virão à medida que o modelo for … em plena vigência, embora o destaque inicial seja informativo para conformidade.

A auditoria de sistemas fiscais—ERPs, PDVs e emissores—será necessária para acompanhar o novo leiaute. O não ajuste pode impedir a emissão de documentos fiscais. A seguir, pontos de atenção importantes para as empresas.

  • Nova nota fiscal passa a exigir campos de CBS e IBS.
  • Sistemas fiscais precisam de atualização para refletir os novos leiautes.
  • Tributação no destino leva à revisão de contratos, alíquotas e formação de preço.
  • Split payment altera o fluxo de caixa.
  • Simples Nacional poderá enfrentar mudanças competitivas no mercado B2B.

Split payment pode impactar o caixa

O split payment, criado para separar automaticamente os tributos na liquidação, deverá desviar CBS e IBS do caixa da empresa vendedora. O mecanismo opera, ainda em fase de testes, por pagamento via cartão, Pix ou boleto, com repasse direto ao Fisco.

Empresas precisarão reorganizar o fluxo de caixa, renegociar prazos com fornecedores e reavaliar contratos com clientes, especialmente em operações com pagamento diferido. A prática atual envolve capital de giro para o recolhimento de tributos; a mudança pode exigir ajustes desse planejamento.

Alíquotas iniciais e regime do Simples Nacional

Na fase de teste, CBS ficará a 0,9% e IBS a 0,1%, somando 1%. O objetivo não é elevar a carga tributária, já que o valor será compensado com PIS e Cofins no mesmo período. Contribuintes adimplentes podem ficar isentos de recolhimento.

Para o Simples Nacional, o regime permanece preservado; a alíquota mensal não se altera, e o teto continua em 4,8 milhões por ano. Contudo, documentos fiscais devem seguir os novos leiautes. O maior desafio está na competitividade no B2B, já que empresas do regime regular podem oferecer créditos integrais de IBS e CBS, enquanto as do DAS terão créditos limitados.

Além disso, existe a opção do Simples Híbrido, em que a empresa mantém tributos no DAS, mas recolhe IBS e CBS pelo regime regular, abrindo caminho para créditos integrais, porém com maior complexidade administrativa.

Transparência para o consumidor e mudanças no dia a dia

Para o consumidor, a mudança mais visível será o destaque separado de CBS e IBS na nota, cupom e compras online. O modelo de cálculo “por fora” separa tributos do preço do produto ou serviço, permitindo identificar apenas o que incide sobre o consumo.

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