- SpaceX apresentou à SEC a abertura de capital com valor de até US$ 75 bilhões e valor de mercado acima de US$ 2 trilhões, buscando o maior IPO da história.
- Elon Musk manteria o controle da empresa após o IPO, com 85,1% do poder de voto, mesmo possuindo apenas 12,3% das ações classe A, devido à estrutura de ações de voto diferenciado.
- Dados financeiros divulgados: receita de US$ 18,7 bilhões em 2025, prejuízo de US$ 4,94 bilhões; no primeiro trimestre de 2026, prejuízo de US$ 4,28 bilhões sobre receita de US$ 4,69 bilhões.
- Planos e cronograma: marketing dos termos em 4 de junho, precificação em 11 de junho, com a Nasdaq sob o ticker SPCX; Goldman Sachs e Morgan Stanley lideram o IPO.
- Outros pontos relevantes: investidores de varejo poderiam ficar com até 30% das ações; participação do Google era de 6,11% no fim de 2025; a SpaceX avança em IA, Starlink e o foguete Starship, com riscos associados ao cronograma de lançamento.
A SpaceX abriu oficialmente o processo para o que pode ser o maior IPO da história, buscando levantar até US$ 75 bilhões com uma avaliação superior a US$ 2 trilhões. A operação seria conduzida pela Nasdaq, sob o ticker SPCX.
Segundo fontes próximas ao tema, a empresa de Elon Musk projetaria um structure de ações com voto diferenciado, mantendo o controle acionário com ele mesmo mesmo após a listagem. A ideia é preservar a direção estratégica.
A empresa apresentou perdas relevantes no primeiro trimestre, com prejuízo líquido de US$ 4,28 bilhões sobre receita de US$ 4,69 bilhões, conforme registro na SEC. Em 2024, o prejuízo foi de US$ 4,94 bilhões, frente a lucro em 2023.
O plano de Musk, aos 54 anos, envolve abrir o capital de uma gigante focada em foguetes, satélites e IA, o que pode transformar o mercado de IPOs e de investimentos privados, desde dados públicos até liquidez de ações.
Atualmente, Musk detém 12,3% das ações Classe A e 93,6% das Classe B, correspondendo a 85,1% do poder de voto, segundo o registro. As ações Classe B possuem 10 votos cada, assegurando controle mesmo com participação minoritária.
O Google detinha 6,11% da SpaceX em 2025, valor que, em uma avaliação de US$ 2 trilhões, equivaleria a cerca de US$ 122 bilhões. Outros investidores incluem Baillie Gifford, Fidelity, Sequoia e Brookfield.
O Goldman Sachs e Morgan Stanley lideram o IPO, com Bank of America, Citigroup e JPMorgan Chase entre os integrantes, além de mais de 18 bancos. O marketing de oferta deve começar em 4 de junho, com precificação prevista para 11 de junho.
Perspectivas de mercado
A SpaceX planeja abrir espaço para participação de varejo, com até 30% das ações. A operação também pode influenciar outros mega-IPOs de IA, como OpenAI e Anthropic, que estudam listagens ainda neste ano.
A empresa escolheu a Nasdaq como palco da estreia, conforme registro na SEC, mantendo o nome Space Exploration Technologies Corp. A expectativa é consolidar a posição dominante no transporte espacial e na conectividade via Starlink.
A SpaceX também sinaliza riscos: atrasos ou falhas no desenvolvimento do Starship podem impactar planos de dados no espaço e de entrega de satélites, exigindo ajustes de orçamento e recursos.
O Starship é visto como central para centros de dados orbitais e missões lunares, mas ainda não opera plenamente, enfrentando testes que registraram explosões em 2025. A empresa admite possíveis custos adicionais.
Detalhes financeiros e estratégicos
No ano de 2025, a receita total atingiu US$ 18,7 bilhões, com prejuízo de US$ 4,94 bilhões. O segmento Space e o investimento em IA contribuíram para o quadro, com a IA registrando perdas significativas.
Starlink encerrou 2025 com 8,9 milhões de assinantes, frente a 2,3 milhões em 2023, gerando receita de US$ 4,42 bilhões. Investimento em IA totalizou US$ 12,7 bilhões, com déficit de US$ 6,36 bilhões em 2025.
A SpaceX também revelou acordo para aquisição da Cursor por até US$ 60 bilhões, com opção de pagamento de US$ 10 bilhões pelo trabalho conjunto, caso o negócio não seja concluído. A operação visa reforçar seu pilar de IA.
Impactos e riscos regulatórios
Especialistas destacam que avaliações acima de US$ 1,25 trilhão são desafiadoras com base em resultados atuais, dado o peso da queima de caixa da IA e a dependência do Starlink para receita.
Autoridades e fundos de pensão já pediram revisões na estrutura de voto e no conjunto de divulgações financeiras, citando conflitos de interesse e auditoria. Ainda, há dúvidas sobre o ritmo de inclusão da SpaceX em índices de mercado.
O sucesso do IPO depende, entre outros fatores, da demanda de varejo e da aceitação regulatória da estrutura de ações, bem como da reação dos investidores a uma empresa de capital fechado com dados financeiros limitados.
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