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Tarifaço de Trump afeta ES, MA, RJ e MS em 2025, aponta BC

BC aponta impacto regional do tarifaço de Trump; queda de 6,7% nas exportações aos EUA em 2025, com ES, MA, RJ e MS entre os mais afetados

— Foto: Divulgação/Porto de Santos
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  • O tariffário dos EUA em 2025 impactou mais o Espírito Santo, Maranhão, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, segundo o Boletim Regional 2025 do Banco Central.
  • As exportações brasileiras aos EUA caíram US$ 2,7 bilhões em 2025, queda de 6,7% em relação a 2024.
  • O efeito foi moderado, cerca de 0,1% do PIB e 0,8% do total das exportações, mas variou entre estados, sendo o Espírito Santo o mais impactado (0,55% do PIB estadual).
  • De agosto a novembro de 2025, quando as tarifas foram mais altas, houve queda expressiva no valor e no volume exportado para os EUA, com recuos de até 55,7% no Paraná e de 43,9% no Sul em valor.
  • As exportações do Brasil para os EUA caíram de US$ 40,4 bilhões em 2024 para US$ 37,7 bilhões em 2025; o país aponta possível redirecionamento de parte das vendas para outros mercados.

O Banco Central (BC) informou que, em 2025, o aumento de tarifas de importação dos Estados Unidos contra o Brasil impactou mais o Espírito Santo, Maranhão, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. O efeito foi registrado no Boletim Regional 2025, divulgado nesta quarta-feira (20).

Segundo o BC, o tarifaço reduziu as exportações brasileiras aos EUA em US$ 2,7 bilhões no ano, queda de 6,7% ante 2024. O impacto foi moderado, correspondendo a cerca de 0,1% do PIB e 0,8% do total das exportações brasileiras no mundo.

O BC destacou que o efeito variou por região e estado, com Sudeste e Sul concentrando a maior parte das vendas ao mercado norte-americano. O período entre agosto e novembro de 2025 mostrou o pico de queda, quando as tarifas ficaram mais elevadas.

Estados mais afetados e mudanças regionais

O Espírito Santo foi o estado mais impactado, com retração equivalente a 0,55% do PIB. O principal canal foi a redução de volume das exportações. Maranhão (-0,42%), Rio de Janeiro (-0,35%) e Mato Grosso do Sul (-0,35%) também enfrentaram quedas relevantes.

Por regiões, o Sul registrou o maior efeito relativo (-0,23% do PIB regional) e o Sudeste ficou em -0,14%. As quedas são a partir da relação entre exportações para os EUA e o PIB de cada unidade da federação.

Redirecionamento e desempenho agregado

O BC indicou evidências de redirecionamento de parte das exportações para outros mercados, apoiado pelo crescimento das exportações brasileiras no total. As tarifas entraram em vigor em abril de 2025, com novo ajuste em julho daquele ano.

As exportações totais do Brasil passaram de US$ 337,0 bilhões em 2024 para US$ 348,3 bilhões em 2025, alta de 3,3%. As vendas para os demais países avançaram de US$ 296,7 bilhões para US$ 310,6 bilhões.

Detalhes por eixo geográfico

As exportações para os EUA recuaram de US$ 40,4 bilhões em 2024 para US$ 37,7 bilhões em 2025. As quedas ficaram concentradas no Sudeste (de US$ 28,7 bi para US$ 27,0 bi) e no Sul (de US$ 5,2 bi para US$ 4,3 bi).

No Centro-Oeste as exportações para os EUA permaneceram estáveis, enquanto no Norte e Nordeste houve leve alta, ainda que em valores absolutos menores. Entre agosto e novembro de 2025, a queda anual ficou em 25,1% em valor e 22% em volume.

Desempenho regional e setorial

Entre os estados, Paraná (-55,7% em volume), Minas Gerais (-48,9%) e Santa Catarina (-38,8%) registraram as maiores quedas de volume nesse período. O BC aponta que o choque tarifário teve efeito severo sobre o volume embarcado.

Apenas o Nordeste apresentou alta no período, com ganho de 13,6% em valor, impulsionado pela exportação de aço pelo Ceará. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA decidiu que a IEEPA não autoriza o presidente a impor tarifas sob esse fundamento.

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