- A Why Capital é uma gestora de ações com foco em investimentos internacionais e duas estratégias: 70% da alocação em três a cinco gestores de ponta nos EUA e Europa, e 30% em coinvestimentos diretos alinhados a tendências seculares.
- Foi fundada por José Eduardo Andrade, ex-Tarpon, Kamaroopin e Patria, que buscava acesso qualificado a gestores internacionais com visão de longo prazo e margens altas, inspirada em filosofia de Warren Buffett.
- A gestora começou com US$ 10 milhões sob gestão, recursos vindos de família e amigos, e usa inteligência artificial para selecionar fundos, avaliando 1.900 opções e aprovando três.
- Entre os fundos escolhidos estão ValueAct Capital (ativista, EUA), Valley Forge Capital (Miami, portfólio concentrado) e TCI Management (Londres, ativista). Em investimentos diretos, foram visadas Visa, Vail Resorts, ASML e Synopsys.
- O Brasil fica fora do radar da Why Capital por ora, por considerar o universo de companhias do país menor e com retorno sobre o capital investido inferior, em comparação aos EUA, onde há mais empresas com ROIC elevado e maior liquidez.
A Why Capital, gestora criada por José Eduardo Andrade, mira investimentos internacionais em ações com foco em estratégias de private equity e venture capital. A proposta é combinar gestão de patrimônio familiar com access a gestores globais que atuem em tendências seculares.
A empresa nasce com 10 milhões de dólares sob gestão, captados junto a familiares e amigos. Andrade, ex-Tarpon, Kamaroopin e Patria, pretende oferecer liquidez de bolsa aliada a prazos de fundos de private equity, com um lock-up de três anos para os cotistas.
Segundo o fundador, não houve no mercado brasileiro uma casa que atendesse aos seus critérios, daí a decisão de empreender. A Why Capital aposta em portfólios concentrados, crescimento com margens elevadas e ROIC alto como pilares centrais.
Estrutura de investimento
No total, 70% da alocação será direcionada a três a cinco gestores de ponta nos EUA e Europa. Os 30% restantes vão para coinvestimentos diretos com empresas alinhadas às tendências seculares, como participações em negócios com vantagens competitivas duradouras.
Entre os fundos escolhidos, ValueAct Capital (EUA), Valley Forge Capital (Miami) e TCI Management (Londres) foram aprovados. Cada um atua com diferentes graus de ativismo e concentração de portfólio, visando retorno de longo prazo.
Foco em investimentos diretos
Entre as escolhas diretas, Andrade aponta Visa, Vail Resorts, ASML e Synopsys. Visa integra uma infraestrutura de pagamentos digitais; Vail Resorts reforça a tese de resiliência climática e consumo de experiências; ASML domina a litografia de semicondutores; e Synopsys lidera software de design de chips.
Visão sobre o mercado brasileiro
O Brasil não figura no radar da gestora, decisão descrita como estratégica e não ideológica. O universo de listadas no país é menor e com ROIC historicamente inferior ao observado nos EUA, o que dificulta a identificação de ativos com vantagens competitivas duradouras.
Segundo Andrade, apenas cerca de 20 empresas da Bolsa brasileira tiveram ROIC acima de 20% em 2025, ante mais de 500 nos Estados Unidos, justificando o enfoque internacional da Why Capital e a busca por ativos com maior liquidez e escala. *Fonte: NeoFeed.*
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