- A Unicred, quarta maior instituição financeira cooperativa do Brasil, criou a Ziin para atuar na gestão de patrimônio, disputando espaço com bancos tradicionais.
- A Ziin, lançada em 2024, com a DTVM operando desde fevereiro de 2025, já supera 8 bilhões de reais em ativos sob custódia e mira 10 bilhões até o fim do ano.
- O modelo da Ziin é o cooperativista: o investidor não é apenas cliente, é sócio e recebe parte dos resultados na distribuição de sobras.
- A Unicred ampliou seu portfólio para além de crédito e serviços básicos, apoiada pela queda de presença de bancos tradicionais, que fecham agências, abrindo espaço para atuação regional.
- A próxima etapa envolve integrar outras cooperativas à Ziin para acelerar o crescimento e ampliar a capilaridade.
A Unicred lança a operação da Ziin para expandir da gestão de crédito para gestão de patrimônio. A parceria com o BTG banca a entrada em plataformas de investimento, buscando competir com bancos tradicionais no segmento de investimentos dos associados.
A Unicred, quarta maior instituição financeira cooperativa do Brasil, criou a Ziin para ampliar seu portfólio. Fundada há 35 anos, a cooperativa hoje reúne 380 mil cooperados, com ativos de R$ 45 bilhões e atuação em 25 estados.
O movimento coincide com o crescimento do cooperativismo financeiro no país. O sistema já reúne 25 milhões de pessoas e quase R$ 1 trilhão em ativos sob gestão, segundo dados do setor. A estratégia busca mais que crédito; visa gestão de patrimônio.
A decisão partiu do objetivo de fechar lacunas do portfólio. Remaclo Fischer Júnior, presidente do Sistema Unicred, afirma que havia um *gap* no planejamento financeiro do cooperado, que precisava de opções de investimento mais abrangentes.
Para operacionalizar a estratégia, a Unicred lançou a Ziin em 2024 e a DTVM associada começou a operar em fevereiro de 2025. A plataforma já soma mais de R$ 8 bilhões sob custódia e atingiu o breakeven.
A meta é chegar a R$ 10 bilhões em ativos sob custódia até o fim do ano, atendendo clientes do varejo até grandes fortunas. O diferencial, segundo Fischer, é a participação societária do investidor no negócio.
“O cooperado não é apenas cliente; ele é sócio e recebe retorno via sobra”, destaca o presidente. O modelo cooperativista redistribui parte dos ganhos aos associados.
A próxima etapa envolve integrar outras cooperativas à Ziin para acelerar o crescimento e ampliar a capilaridade da plataforma no Brasil. A operação aposta na proximidade regional para consolidar sua capacidade de gestão de patrimônio.
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